Jornal: Mário escalava o time e jogadores queriam derrubá-lo

Jornal: Mário escalava o time e jogadores queriam derrubá-lo

mario e peter

A edição do jornal “O Globo” desta terça-feira traz novas informações dos bastidores do Fluminense. Segundo a reportagem, a vaidade do vice-presidente de futebol, Mário Bittencourt, é um dos principais motivos da derrocada do time. A publicação conta que o dirigente escalava o time em alguns jogos, quando o técnico era Enderson Moreira, brigou com atletas, como o volante Edson, e passou a ter a liderança questionada no elenco.

O sucesso do time no início do Campeonato Brasileiro subiu à cabeça de Mário, diz “O Globo”. Dentro da sede do clube, passou a ser chamado de “pavão” por ter buscado os holofotes na negociação com Ronaldinho Gaúcho. “Vou fazer e acontecer”, teria dito o dirigente.

Porém, no episódio que R10 tirou foto com jogadores do Atlético-MG no vestiário, Mário Bittencourt foi criticado por sua passividade e também no mal explicado ocorrido do Fla-Flu, quando o meio-campista alegou indisposição ao saber que seria reserva.

O jornal revela também que houve um problema de relacionamento entre Mário e Edson. O volante não teria atendido a um telefonema e o vice de futebol avisou para quem quisesse ouvir que o volante “teria que ajoelhar para falar com ele novamente”. Isso não aconteceu e Edson saiu do time. Na época, a suspeita era que o volante teria uma rixa com o ex-técnico Enderson Moreira. Ao mesmo tempo, Mário não escondia de ninguém que escalava o time e gabava-se de contar que dava “esporro” em jogador, conta a reportagem.

Por conta desta suposta intromissão do dirigente no time, os jogadores passaram a “andar em campo” e que a troca de técnico nada adiantaria, pois o vestiário está rachado e Mário, atordoado, revelou o periódico carioca.

Mário Bittencourt não quis conversar com a reportagem de “O Globo”. O presidente Peter Siemsen assumiu que está retomando o controle do departamento de futebol. A decisão pela demissão de Enderson Moreira e da contratação de Eduardo Baptista partiu do presidente, sem influência do vice de futebol.

– Em momentos ruins, um presidente se reaproxima do futebol. Até que a situação melhore, ficarei à frente do departamento, sem que isso signifique uma mudança no status do Mário — garantiu Peter, negando problemas de vestiário:

– Todos parecem comprometidos em mudar a situação. Para mim, o que aconteceu foi uma perda de confiança. Acredito que será recobrada.


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