(Foto: Lucas Merçon/FFC)

O Fluminense sofre uma grave crise financeira e polícia, que tem afetado o time dentro dos gramados. O Tricolor deu um pouco de esperança ao torcedor nesta temporada ao alcançar a semifinal da Copa Sul-Americana, mas acabou eliminado num vexame para o Athletico-PR, que conquistou o título sobre o Junior Barranquilla (COL). Já no Brasileirão, escapou do rebaixamento na última rodada.

Porém, o Fluminense não é o único grande do Brasil que está à deriva. O Santos também sofreu com crise política e teve um ano repleto de altos e baixos. Em publicação em seu blog no portal LANCE, o jornalista Aurino Leite criticou os presidentes Pedro Abad e José Carlos Peres, afirmando que ambos estão ‘mais perdidos que agulha em paliteiro’ e que ‘perderam as rédeas’.

 
 
 

Confira a publicação na íntegra: 

“Fluminense e Santos estão à deriva, parecem que não têm comando. Mas, sim, estes gigantes do futebol brasileiro contam com presidentes, vice-presidentes, diretores e por aí vai. Mas os mandatários Pedro Abad e José Carlos Peres, respectivamente, com estas suas diretorias, estão mais perdidos que agulha em paliteiro e deixam o barco à deriva. 

Para ser mais claro, perderam as rédeas, essa é a verdade, embora continuem no salto – olha que a queda pode ser pior em 2019. Com a pífia campanha no Campeonato Brasileiro deste ano, no qual só escapou do rebaixamento na última rodada – e com Marcelo Oliveira já demitido –, o Tricolor carioca deveria ter ido logo atrás de um treinador, assim como o Peixe – se não quiser morrer pela boca –, quando Cuca no dia 23 de novembro anunciou que não ficaria no clube. Dormiram no ponto e, assim, estão com um abacaxi na mão para descascar.

O Tricolor das Laranjeiras cogita Fernando Diniz, fala em Roger Machado, pensa em Jair Ventura e até deixa em “segundo, terceiro ou quatro plano” o técnico do sub-20 Leo Percovich. Mas vocês sabem, no fundo, o que está pesando, além da incompetência, é claro! Falta de grana.

O clube precisou passar a sacolinha e teria pego dinheiro “emprestado” com empresários para pagar os salários dos jogadores, enquanto os funcionários ficaram de mãos abanando. Graças aos torcedores, eles foram ajudados com cestas básicas. Sem organização, um patrocinador forte e bons jogadores, não vejo ninguém capaz de “salvar o querido pavilhão” em um curto prazo. Conversando com um amigo, que, por sinal, vai a todos os jogos – e tem até o escudo do clube marcado no corpo –, ouvi dele: “O Fluminense me fascina, mas não me orgulha pela disciplina”. 

Assim também está o Santos, prestes a ver uma tsunami ou ter o peixe agarrado por um anzol. Depois da negativa de Abel Braga para assumir o comando, José Carlos Peres tentou o argentino Ariel Holan, disse que já estava tudo planejado, mas nesta quinta-feira revelou que a bola da vez é Jorge Sampaoli, também argentino e que dirigiu a seleção do seu país na Copa da Rússia. O presidente garante que está tudo “certo” e que nesta sexta-feira finaliza as tratativas. 

Enquanto isso, Palmeiras, Flamengo e outros vão ditando (ou pelo menos querendo) para 2019. Até Corinthians, Botafogo, Vasco, São Paulo, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Atlético-MG, Athletico Paranaense… Isso para se referir aos grandes. Até os pequenos que irão disputar os Estaduais estão com o planejamento montado para o ano que vem… 

Enquanto isso (parte 2), a sacolinha do Papai Noel é a esperança de Fluminense e Santos. Vergonhoso, simples assim. Os torcedores não merecem isso, não podem sofrer tanto. Mas 2019, pelo o que foi desenhado nos últimos dias e o que é pintado neste fim de 2018, promete ser um ano daqueles… Daqueles de sofrência novamente.”