Juntos por Diniz!

Em 19/01/2019 o Fluminense estreava contra o Volta Redonda no Carioca.

Rodolfo, Ezequiel, Digão, Ibañez, Mascarenhas. Airton, Zé Ricardo, Daniel, Everaldo, Calazans e Luciano.

Menos de 5 meses depois… Ezequiel, Ibañez, Calazans e Everaldo saíram do Flu, este último até hoje sem reposição minimamente aceitável.

Luciano pode estar saindo. Digão praticamente não jogou e Ferraz se machucou.

Na direita Gilberto voltou, se machucou e não participou dos últimos jogos. Na esquerda, Mascarenhas também.

Bruno Silva se machucou. Airton está completamente fora de forma. Depois da perda do Everaldo, o Flu perdeu o Yony, também machucado.

Vieram Nino, Allan, Caio e Ganso e, com a mudança de função, o Daniel passou a ser um jogador útil algo que não conseguia como meia tradicional.

Pedro, atleta importante, também pouco jogou e ainda corre pra voltar ao alto nível.

Por urgência, o Flu pulou etapas no processo de formação de João Pedro, Marcos Paulo e Miguel (cadê os meninos de 19, 20 anos?), mas a gente sabe, são ainda muito novos, em desenvolvimento, embora o desempenho do João tenha sido excelente.

Tudo isso num clube politicamente caótico, numa gestão sem projeto, sem credibilidade e numa crise financeira que atrasa salários de forma contumaz e faz com que ninguém queira jogar no Fluminense.

Por acaso há por parte de quem critica o trabalho e pede a troca do treinador alguma noção do que é implementar um modelo, com tantas perdas, com tantos percalços, com jogos quarta e domingo?

Nesse cenário, com tantos danos, Fernando Diniz trabalha e, pelo que se sabe, trabalha muito. Erra? Sim. Mas vocês conhecem alguém que trabalhe com futebol e não erre?

Nesse cenário, com jogos quarta e domingo, Diniz faz testes e alguns deles não funcionam, é fato.

Mas nesse caos que hoje é o Fluminense, eu não consigo enxergar que sem o Fernando Diniz o clube estaria melhor.

O Fluminense hoje não está na segunda divisão por um pênalti, um pênalti perdido.

Diniz trouxe ao Flu um padrão, um jogo gostoso de se ver, protagonismo, interesse do meio do futebol e atuações apaixonantes em alguns jogos. Diniz trouxe uma ideia. Uma ideia linda quando bem executada.

Se eu fosse do futebol faria de tudo pra tornar o cenário menos espinhoso para o departamento.

Se eu fosse do futebol, tentaria com todas as forças dar condições de trabalho pra esses caras.

Analisar resultados sem analisar condições de trabalho e cenários, pra mim, é uma tremenda injustiça.

Numa escala de responsabilidades pelo momento do Fluminense, o nome do Fernando Diniz, com toda certeza, seria uma dos últimos a aparecer.

Fernando é solução!

Tabelinha

  • Hora de olhar no olho de cada jogador e perguntar quem quer ficar, quem quer abraçar o novo projeto. Todos já sabem que a realidade é dura. Mas é dura na série A, num gigante do futebol e que ainda dá muita visibilidade pra quem joga, ainda mais pelo modelo adotado. De qualquer forma, é um direito do jogador não estar satisfeito e querer sair. Isso só precisa ficar claro pra que o planejamento do segundo semestre não sofra surpresas.