De acordo com o último balanço, referente ao mês de outubro, 13.608 sócios poderão escolher o sucessor de Peter Siemsen no Fluminense. São 7,8 mil associados da modalidade antiga, 5,8 mil da categoria sócio futebol. O número pode aumentar a partir da regularização de contribuintes inadimplentes. Porém, as reclamações  dos candidatos continuam, até do próprio Pedro Abad, concorrente pela situação.

Entre junho e julho, o Fluminense realizou recadastramento dos associados. A ideia era, além de melhorar a relação entre as partes, evitar problemas na votação. Mesmo assim, os candidatos entendem que as informações são imprecisas. Pedro Abad, da situação, reconheceu que o material está longe do ideal:

– A lista está incompleta. Falta endereço, telefone ou e-mail de alguns sócios. Às vezes, falta mais de uma informação. Também não sabemos quem poderá regularizar a situação ainda. Então, a checagem ocorrerá no dia da votação. O que temos é isso e não é o ideal. Agora, não vejo nada que comprometa a lisura.

Coordenador da campanha de Celso Barros e vice geral da chapa, Ademar Arrais questiona a demora para a divulgação da lista:

– O clube sempre se recusou a divulgar a lista. Agora o fez. Foi um absurdo essa demora. Pedi há mais de um ano a regulamentação da eleição e nada foi feito.

Mário tratou do tema como “absurdo”. Denunciou o que chamou de favorecimento ao candidato da situação:

– Há uso da máquina indiscriminado com liberação de lista faltando apenas 15 dias para eleição. Até agora, dia 17, não tivemos o nosso número da urna eletrônica liberado, não tivemos a montagem de uma comissão eleitoral e não tivemos sequer a possibilidade de participar da escolha do modelo de votação.

O presidente do Conselho Deliberativo do Fluminense, Marcus Vinícius Ferreira Bittencourt se justificou:

– O cadastro muda a cada minuto. O clube fez recadastramento, não há outro caminho. Agora, as informações que faltam não chegaram. Haverá nova checagem no dia da votação e o processo é seguro. A lista foi gerada antes do pagamento de novembro – explicou Marcus Vinicius Bittencourt, presidente do Conselho Deliberativo.