Técnico não vem acionando gringo no Tricolor
Quando o Fluminense desembolsou mais de R$ 50 milhões para contratar Rodrigo Castillo junto ao Lanús, a expectativa era de que o argentino assumisse um papel de protagonista no ataque tricolor. Poucos meses depois, porém, a realidade é bem diferente.
Na derrota por 3 a 1 para o Vasco, que culminou na eliminação do Fluminense na Copa do Brasil, o atacante foi relacionado, permaneceu no banco de reservas durante os 90 minutos e viu Hulk, John Kennedy e Germán Cano serem utilizados por Luis Zubeldía.
O cenário escancarou a perda de espaço do jogador, que hoje aparece como a quarta opção para a posição de centroavante.
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Castillo foi contratado por US$ 10 milhões (cerca de R$ 51,7 milhões), além de impostos assumidos pelo Fluminense, tornando-se a contratação mais cara da história do clube.

Apesar do investimento, o argentino não entrou em campo nas duas últimas partidas em que esteve à disposição da comissão técnica.
Contra o Red Bull Bragantino, na volta da equipe após a pausa para a Copa do Mundo, também permaneceu no banco durante toda a partida.
Diante do Vasco, o roteiro se repetiu. Mesmo precisando buscar o resultado, Zubeldía preferiu acionar Hulk, John Kennedy e, posteriormente, Germán Cano, deixando Castillo sem minutos.
A passagem de Castillo pelo Fluminense começou cercada de expectativa. Nos primeiros jogos, o argentino chegou a disputar posição com John Kennedy e alternou entre titulares e reservas. No entanto, o cenário mudou nas últimas semanas.
Com a recuperação de Cano e a chegada de Hulk, o atacante perdeu espaço na disputa por uma vaga e passou a figurar no fim da fila entre os centroavantes.
Mesmo após retornar de uma lesão no músculo adutor da coxa direita, que o deixou fora de três partidas, o argentino não conseguiu recuperar espaço.
Até aqui, Castillo soma 19 partidas, três gols e uma assistência com a camisa do Fluminense. Sua principal atuação foi na vitória por 3 a 2 sobre o Santos, na Vila Belmiro, quando marcou um gol e deu uma assistência.
Ainda assim, o desempenho e, principalmente, a utilização do atacante levantam questionamentos. Afinal, o maior investimento da história do Fluminense hoje é apenas a quarta alternativa de Zubeldía para o comando do ataque.
Com Brasileirão e Libertadores pela frente, resta saber se Castillo voltará a ganhar oportunidades ou seguirá vendo, do banco de reservas, os concorrentes receberem preferência na equipe tricolor.
Bruno Nunes Loreto é jornalista formado em 2018 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Trabalha como redator desde 2016, passando por sites como Torcedores, 90min, Bolavip e Antenados no Futebol. Exerce a função de repórter no NETFLU.
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