(Foto: Lucas Merçon - FFC)

Sem muito dinheiro para investir, o Fluminense tem sido modesto nas contratações até o momento, ainda mais para um clube que irá disputar a Libertadores na atual temporada. Até aqui, foram apenas três reforços: o lateral Samuel Xavier, o zagueiro Rafael Ribeiro e o volante Wellington.

Mais nomes estão sendo avaliados e o Tricolor busca atacantes. Willian Bigode é o principal alvo. No entanto, em entrevista nesta quarta-feira ao programa “Seleção SporTV”, o presidente do clube, Mário Bittencourt, afirmou que não fará nenhuma loucura por reforços.

– A conta na verdade não é a venda para investimento no futebol. O clube tem uma dívida em torno de R$ 700 milhões. E o clube fatura, em média, R$ 200 a R$ 220 milhões por ano. E o futebol do clube todo custa em torno de R$ 190 milhões por ano. Pagamos R$ 1,5 milhão de dívidas a mais do que a nossa a nossa folha salarial, que é de R$ 3 milhões. A gente paga, a dívida cresce. A nossa ideia é, ao longo de 2021 e 2022, fazer uma redução bem drástica na dívida. A venda dos jogadores faz parte do planejamento do clube para investimento do futebol e pagamento da dívida. Vamos aumentar a folha em 20 ou 30% neste ano com a vaga na Libertadores. Entretanto, desde que a gente chegou e só adquirimos dois atletas, que são baratos. Temos dívida na Fifa com dois jogadores em R$ 20 milhões que também pagamos. O fato de termos nos classificado, acredita que a base que montamos temos condição sim de conquistar o título da competição. Se você pegar nos últimos 20 anos, foram 11 títulos de sul-americanos sem ser brasileiros. E estes têm sempre menos investimentos, por isso a gente acredita que vamos disputar pra ganhar, sem comprometer o futuro financeiro do Fluminense – disse.