(Foto: Reprodução FluTV/YouTube)

Na campanha que o elegeu, Mário Bittencourt prometeu a implementação do voto online no Fluminense. Ao analisar a possibilidade para o pleito de 2022, o presidente ainda não ter como garantir.

De acordo com o mandatário, há empecilho no Estatuto do clube que pode impedir tal situação.

– Sim. A gente vem fazendo testes de votação online, como por exemplo a adesivação do ônibus. Do ponto de vista técnico, não leva muito tempo para implementar, isso já vimos. Só que a gente esbarra hoje em alguns debates. O artigo 139 do Estatuto diz que é proibido voto por procuração. Quando você entrega a senha para uma pessoa votar, ele pode transferir essa senha para uma outra pessoa. A gente montou uma comissão interna, com advogados, e depois vamos buscar um parecer externo. Em outros clubes que têm voto online, o Estatuto não veda o voto por procuração – disse, prosseguindo:

– E tem outra questão: a decisão de como vai ser a fórmula da votação é do presidente da assembleia geral, que é o presidente que está no cargo. Minha preocupação é que mudanças estatutárias e eleitorais devem ser feitas só pela legislatura seguinte. Você vai dizer: “Se é você que decide, não precisa passar pelo Conselho (Deliberativo)”. Só que como é uma questão eleitoral e eu posso vir a ser um candidato à reeleição, nós montamos uma comissão para passar isso pelo conselho. Porque se eu tomo uma decisão unilateral, vai ter o voto online, aí posso ter uma alegação de nulidade.

Por outro lado, Mário Bittencourt afirma ser favorável ao voto remoto e já procurado empresas capazes de fazer a implementação.

— Mas nós somos a favor e já cotamos três empresas. Se o conselho entender que a implementação do voto online nessa legislatura não infringe nenhuma regra do Estatuto, nós vamos implementar já na eleição de 2022. Caso entenda que não, vamos implementar para 2025. Aí já faremos a alteração no Estatuto e deixamos pronto para lá – encerrou.