(Foto: Lucas Merçon/FFC)

Presidente do Fluminense, Mário Bittencourt participou ao vivo do programa “Seleção SporTV”, do canal de TV por assinatura, na tarde desta sexta-feira. O assunto principal foi a Liga dos Clubes e a postura do Tricolor sobre sua criação. O mandatário ainda explicou por qual motivo a liga se resume apenas aos clubes das Séries A e B, excluindo os das Séries C e D.

– Normalmente, existem ligas onde existe uma liga da A com uma empresa que faz gestão e as outras com outras empresas. Isso na Europa. Normalmente é com duas ligas, A e B. As outras, C e D, ficaria com a CBF por uma questão de apelo. Mas claro, com critérios para absorver os clubes que sobem. Até por modelos que estudamos, normalmente as ligas são com as duas primeiras divisões dos países. É possível chegar a um consenso, desde que se converse. Teve uma reunião em São Paulo que esse grupo apresentou já um estatuto elaborado pela empresa que contrataram. E nesse estatuto dizia que daí pra frente tudo tinha que ser resolvido em unanimidade. Mas com um anexo que petrifica as condições iniciais, para durar entre 50 e 70 anos. Isso coloca em risco o faturamento do meu clube para 50, 70 anos, quando eu provavelmente nem estarei mais aqui. É algo muito sério – disse ele, complementando:

– O que falaram do outro lado era que se não tivesse o anexo com 40-30-30 quem não assinariam seriam eles. Eles defendem o que é melhor para eles e nós acreditamos que tem de ser diferente. Queremos que o total igualitário deixe de ser $0% e passe a ser 50%. Aí seriam 25% de engajamento e 25% de desempenho. Os 25% do engajamento, queremos discutir um a um e até tirar alguns. Não há engajamento do sócio torcedor se não houver ticket médio. Tem clubes com mais sócios torcedores que o meu com R$ 7 de média, mas o meu com menos gente rende mais. O que resolve isso sem entrar no balizamento? Levar que o primeiro não pode receber 3,5 vezes mais que o último. Hoje permite que receba 12 vezes mais. O Fluminense recebe 3,48% do pacote de pay-per-view atual. Os clubes do lado de cá concentram 23% das receitas de ppv. A maior parte está concentrada na mão de seis ou sete clubes. A diferença é brutal e entendemos que o que eles apresentam mantém isso. Eles vão continuar ganhando mais. Existem várias questões que eles já ganham mais. Mais torcida no estádio, mais camisas vendidas. No modelo apresentado por lá, os ricos vão continuar ricos, os pobres melhorarão um pouco e a classe média vai perder para dar aos pobres – encerrou.