O Fluminense terá um time sub-23 na próxima temporada. A confirmação partiu do próprio presidente tricolor, Mário Bittencourt. Ele explicou a iniciativa e também comentou sobre a possibilidade de Sandro Lima, vice de futebol nos títulos do Carioca e Brasileiro de 2012, voltar para tocar este projeto.

– Antes de qualquer coisa, queria explicar que dirigente, que as pessoas se referem, é o não remunerado. O presidente, vice de futebol. Os profissionais que trabalham no futebol não são dirigentes. Estamos avaliando as pessoas que estão aqui que podem vir nos ajudar. E fomos corretos e transparentes, em que pese termos vencido a eleição com seis meses de antecedência, teremos três anos e meio de trabalho e chegar tirando as pessoas, mandando embora por única e simplesmente querer montar nossa equipe não faremos. Vamos fazer três meses de avaliação do trabalho de todos. E aí não falo de competência, mas de filosofia. Algumas não se adaptam. A todo momento as pessoas estão sendo avaliadas. No nosso plano de gestão sempre foquei que havia uma lacuna no departamento de futebol a função do gerente de futebol, um cargo abaixo do diretor executivo. O Angioni também manifestou a necessidade de ter esse profissional na caixinha do organograma, que faz o relacionamento direto com os jogadores, vestiário – contou Mário, que completou:

– Existe um campeonato sub-23 da CBF. E um grande problema do futebol brasileiro hoje é a alocação desses meninos que estão no sub-20, não são incorporados no profissional e ficam no limbo, emprestados para tudo que é lugar. É mais legar ter essa atleta aqui dentro para fazer essa transição. Já estou antecipando que ano que vem teremos nosso time sub-23 disputando a competição da categoria e olharemos esses jogadores para fazer essa transição muito melhor. Estarão treinando com os profissionais no campo que estamos construindo aqui no CT. E haverá um profissional para cuidar desse elenco. É o nosso time de aspirantes. O Sandro é uma das pessoas que estamos avaliando. Não há definição ainda, mas tem história grande no clube, não só no futebol. Foi um vice de futebol bastante exitoso, conhece o ambiente e é um dos nomes. E quanto a valores, se perceberem, todas essas entradas e saídas, uma filosofia que fazia quando vice de futebol, temos um teto do departamento e do clube. Não discutimos varejo, individualidades. A conta está empatada. A folha do futebol é do mesmo tamanho do que quando chegamos. Em razão da saída e chegada de jogadores. E isso vale para todo o clube, todos os departamentos.