Ex-dono do Banana Golf, empresário milionário e responsável pelas obras do centro de treinamento do Fluminense, na Barra da Tijuca, que levava o seu nome até o início da gestão Mário Bittencourt, Pedro Antônio foi exonerado do Fluminense no dia 28 de julho de 2017. O então presidente Pedro Abad não gostou de o ex-dirigente ter dado entrevista falando sobre o projeto de estádio no Parque Olímpico. Emprestando dinheiro ao Tricolor das Laranjeiras muito antes de começarem as obras do CT, o magnata foi alvo de críticas do atual mandatário.

Em explanação aos conselheiros na última quarta-feira, Mário questionou se o clube deve mesmo R$ 7 milhões ao empresário, assim como disse que precisava saber quais intervenções precisam ser feitas. Segundo o dirigente, não foi feita uma auditoria para saber quanto foi gasto. Mário disse que Abad pediu informações e documentos para fazer o cálculo adequado da dívida e o ex-dirigente não teria fornecido.

Em entrevista concedida ao NETFLU em abril de 2020, o Pedro Antônio deu uma versão difente do que foi dito pelo presidente tricolor onde salientou, por exemplo, que até aquele momento não havia sido procurado.

– A respeito disto, desde a minha saída do Fluminense em junho de 2017, nunca mais ninguém falou sobre assunto. Não houve um e-mail, Whatsapp, nada. Eu acho que eu não preciso procurar, porque evidentemente todos sabem, está na contabilidade, até porque era um assunto que politicamente a nova gestão usou. Tanto que até se preocupou com a mudança do nome (do centro de treinamentos).

O ex-homem forte do CT já tinha aberto a carteira para ajudar o Tricolor em 2014, auxiliando o Fluminense a quitar as contas com o argentino Darío Conca, quando houve a saída do atleta. Na época, foi feito um contrato e “P.A”, como é conhecido nos bastidores, emprestou pouco mais de R$ 164 mil – dinheiro que o clube não tinha à disposição. Além disso, Pedro Antônio fez empréstimos para garantir 20% do clube na participação de Marlon (zagueiro), Kenedy (atacante) e Gerson (meia).