Ao jornal Lance, Celso Barros revelou que Mário Bittencourt e Peter Siemsen o convidaram para compor suas chapas. O candidato da “Todos pelo Fluminense” revela que num dia foi procurado pelo ex-vice de futebol e no outro, pelo presidente tricolor.

– Toda situação trabalha para seu candidato ser eleito. Às vezes fazem coisas não tão éticas. Está sendo assim. Vou contar um troço para vocês. O Mário esteve aqui na minha casa no sábado (dia 12), para conversar, discutir alguma possibilidade de composição. Não foi possível, ele não quis abrir mão da posição da presidência. Se não poderia ter vindo com a gente. O presidente Peter veio no domingo (dia 13). Estava muito preocupado, eu estava subindo nas pesquisas que eles têm. Então ele me chamou para compor com o Abad, o problema era o Pedro Antonio (na época ainda não havia declarado apoio ao Abad). Eu já estive com o Pedro Antonio três, quatro vezes, conversei com ele e ofereci a ele a posição que ele quisesse, mas ele não quis. Então tudo bem. Quando o meu genro falou ao Peter que o Mário estava aqui, o Peter colocou a mão no rosto e disse: “Fudeu. Perdemos a eleição”. Ele achava que se eu fizesse negócio com o Mário eles perderiam, e se eu fizesse com o Abad, nós ganharíamos. Mas não. Eu vou ganhar sozinho. Acho que eles poderiam largar as candidaturas e declarar apoio a mim: Todos Pelo Fluminense, Celso Barros Presidente. Venham comigo, Mário e Abad – declarou Celso.

Mário Bittencourt confirmou a reunião com Celso Barros, mas deu uma versão diferente:

– Fizemos reuniões, antes de inscrição das chapas, com algumas pessoas. Com o Celso, inclusive. Na verdade, eu e Tenório estivemos lá e o Celso nos informou que o presidente Peter levou a ele uma pesquisa. Nela, eu estava em situação de empate com o candidato da situação e o Celso em terceiro. Peter então propôs ao Celso uma junção de chapas com o candidato Abad para nos derrotar. Mas o Celso negou, dizendo que seria candidato. Quando estivemos com ele, nessa ocasião, nos disse que não abria mão de ser candidato. E nós dissemos que também não, já que estávamos em situação de empate com o candidato da Flusócio. Estamos consolidados há 5 meses e dissemos a ele que caso quisesse aderir e nos apoiar, estaríamos de portas abertas. Veja que a situação segue, ou seja, Cacá juntou sua chapa com a do Abad, em uma aliança estranha, para poder ganhar a eleição a qualquer preço. Eu e Tenorio não fazemos acordo a qualquer preço porque estamos falando do futuro do clube que amamos. Acho que agora está mais do que claro que somos a chapa com as mais sólidas propostas de mudança e a verdadeira oposição.

Por outro lado, o presidente Peter Siemsen garantiu que foi o genro de Celso Barros que o procurou, preocupado com as pesquisas:

– O genro do Celso falou comigo que ele estava preocupado com a eleição. Avisei que não havia problema nenhum. Aí ele me pediu que eu estivesse com ele. A ideia do Celso era convidar o Pedro Abad para ser o seu vice. Afirmei que isso não aconteceria, pois a candidatura do Abad era forte e ainda tinha o apoio do Pedro Antonio. O Celso, que me recebeu muito bem, falou que estava negociando com o Mário, que poderia ser o cabeça de chapa com o apoio dele. Eu falei: “Segue esse caminho, porque aqui não vai acontecer. Respeito muito sua trajetória no Fluminense e te desejo boa sorte na caminhada” – declarou Peter.