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Números revelam se Thiago Silva resolve principal problema defensivo do Fluminense

Bruno Loreto

Camisa 3 irá reestrear no final de semana

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O Fluminense terá um importante reforço para enfrentar o Grêmio, no próximo domingo (26), às 18h30min, na Arena do Grêmio, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Regularizado no BID da CBF, Thiago Silva está à disposição do técnico argentino Luis Zubeldía e chega cercado de expectativa para ajudar a corrigir um dos principais problemas da equipe: o desempenho defensivo nas bolas paradas.

Apesar da confiança depositada no experiente zagueiro, um levantamento do Lance!, em parceria com o Sofascore, mostra que a influência do camisa 3, ao menos pelos números de gols sofridos nesse tipo de jogada, não é tão expressiva quanto muitos imaginam.

Thiago Silva chega para fortalecer sistema defensivo

Após o empate diante do Red Bull Bragantino, Zubeldía deixou claro que a contratação de Thiago Silva tem como principal objetivo aumentar a consistência defensiva da equipe.

– Thiago chega para solucionar questões defensivas. Caso contrário, não haveria necessidade de contratá-lo. Está claro qual é o objetivo dele.

O defensor já teve o nome publicado no BID da CBF e pode fazer sua reestreia oficial neste fim de semana.

Levantamento mostra equilíbrio com e sem Thiago Silva

De acordo com o estudo do Lance!, em parceria com o Sofascore, o Fluminense sofreu 19 gols em bolas paradas em 55 partidas com Thiago Silva em campo desde 2024, uma média de 0,34 por jogo.

Sem o zagueiro, o Tricolor foi vazado 28 vezes nesse fundamento em 78 partidas, média de 0,36 por confronto.

Na prática, a diferença é pequena, indicando que apenas a presença de Thiago Silva não foi suficiente para eliminar o problema nas jogadas de bola parada.

Fluminense com Thiago Silva desde 2024

CompetiçãoJogosGols sofridos em bolas paradasMédia
Brasileirão40130,33
Copa do Brasil650,83
Copa do Mundo de Clubes510,20
Libertadores400,00
Total55190,34

Fluminense sem Thiago Silva desde 2024

CompetiçãoJogosGols sofridos em bolas paradasMédia
Brasileirão55190,35
Copa do Brasil1030,30
Libertadores1260,50
Copa do Mundo de Clubes100,00
Total78280,36

Diferenças aparecem de acordo com a competição

No Campeonato Brasileiro, o desempenho praticamente não muda. Com Thiago Silva, o Fluminense sofreu, em média, 0,33 gol de bola parada por partida. Sem o zagueiro, o índice sobe para 0,35.

O melhor desempenho aparece na Libertadores. Nas quatro partidas em que Thiago esteve em campo, o Tricolor não sofreu nenhum gol nesse tipo de lance. Já sem o defensor, foram seis gols em 12 jogos.

Na Copa do Brasil, por outro lado, os números são menos favoráveis. Com Thiago Silva, o Fluminense sofreu cinco gols de bola parada em seis partidas. Sem ele, foram três gols em dez jogos.

Vale destacar que a amostragem nessas competições é reduzida, o que faz com que poucos lances tenham grande impacto nas médias. Além disso, o levantamento considera apenas os gols sofridos em jogadas de bola parada, como escanteios e cobranças de falta, sem incluir outros lances aéreos durante as partidas. Por isso, fatores como posicionamento, liderança, organização da linha defensiva, comunicação e capacidade de vencer disputas pelo alto não aparecem nas estatísticas, mas também ajudam a medir a influência de Thiago Silva no sistema defensivo do Fluminense.

Bruno Nunes Loreto é jornalista formado em 2018 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Trabalha como redator desde 2016, passando por sites como Torcedores, 90min, Bolavip e Antenados no Futebol. Exerce a função de repórter no NETFLU.

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