Destaque nas categorias de base e campeão brasileiro sub-20 em 2015, Matheus Pato era uma das principais promessas do Fluminense. O atacante estava pronto para subir ao time profissional, porém, uma grave lesão atrapalhou os planos. Atualmente emprestado ao STK Samorín, da Eslováquia, o projeto Flu Europa salvou a carreira do jogador. Em entrevista ao NETFLU, ele falou sobre a experiência em outro continente e sonha com retorno ao Tricolor das Laranjeiras.

Confira a entrevista na íntegra: 

Como avalia essa experiência no Samorin, falando especificamente de sua carreira como atleta profissional do Fluminense?


– Eu avalio como ótima a experiência que estou tendo aqui na Europa. Estou vivendo uma cultura diferente, jogando na Europa, um futebol diferente e isso é muito bom para mim. Sinto que a cada dia estou evoluindo muito como pessoa e como jogador.

A situação financeira vivida pelo clube reflete também aí na filial europeia. Como os jogadores, sobretudo estrangeiros, têm lidado com os atrasos salariais?

– Estamos em outro país, mas a instituição é o Fluminense. Então é claro que a situação financeira complicada tem reflexos aqui. Todo os jogadores estão cientes dos problemas e acreditamos na diretoria. O Fluminense Samorin é o Fluminense da Europa. Os europeus do elenco também estão entendendo, é mais novo para eles, mas estão sendo profissionais e se dedicando para ajudar. O importante neste momento é todo mundo ajudar a melhorar.

Você considera o seu momento atual o melhor da sua carreira desde o Campeonato Brasileiro sub-20 de 2015, quando o Flu se sagrou campeão da competição?

– Sem dúvida é o melhor momento da minha carreira. O projeto Samorin salvou a minha carreira, principalmente após a minha lesão. Estou muito bem fisicamente, tecnicamente estou me sentindo bem, estou com sequência de jogos, com mais confiança e isso é fundamental para todos os jogadores. Estou fazendo boas partidas, fazendo muitos gols. Estou feliz!

Como lidou com a grave lesão que sofreu e o que isso mudou – se mudou – na sua forma de jogar?

– A lesão que eu tive foi um baque, porque estava vindo muito bem, campeão brasileiro Sub-20, artilheiro da competição, tinha pego jogo no profissional, estava sempre lá nos treinamentos, era quase certo no próximo ano ir para a pré-temporada. A lesão me atrapalhou muito neste sentido. Por isso falo que o projeto Samorin salvou minha carreira e sempre serei grato ao Fluminense por isso. Na forma de jogar não mudou muito. O departamento médico do Fluminense no Brasil e aqui na Europa fez um excelente trabalho, estou muito bem.

Apesar do bom momento vivido por você individualmente, o Samorin faz campanha ruim, neste momento, na Liga II. Ainda dá pra sonhar com o acesso à elite da Eslováquia?

– Claro que dá para acreditar no acesso. Estamos crescendo na competição. Não chegamos nem na metade do campeonato ainda. Tem muita coisa pela frente. O mais importante é terminar este ano bem, para no próximo ano dar continuidade no trabalho para chegar ao acesso. Não pode ter imediatismo em um projeto como esse, precisa ter paciência. Acho que estamos indo na direção certa.