Notícias
Palpites
Casas de apostas
Guias
Copa do mundo
Comunidade
Youtube
Contato
WhatsApp
Charges
Palpites Copa do Mundo
Cupons
Outros Esportes

Opinião – Martinelli pra sempre!

Rafael Menezes

Rafael Siri escreve a respeito do moleque de Xerém

Cria de Xerém e em alta no Fluminense, Martinelli foi o personagem escolhido por Rafael Menezes, o Siri, para voltar a escrever textos opinativos sobre o Tricolor. A publicação foi feita na Comunidade NETFLU. Confira abaixo a íntegra:

Aqui estou de volta! Quem não me conhece, eu sou o Rafael Siri, sócio do NETFLU há 16 anos e resolvi voltar a escrever depois de um bom tempo sem que esse portal publicasse textos, digamos, mais opinativos. Já tive uma coluna aqui no site chamada “extracampo”, onde eu trazia alguns temas, como diz o nome do espaço, fora das quatro linhas. Dessa vez será um pouco diferente e eu quero recomeçar dissertando sobre o “moleque de Xerém” Martinelli, que acaba de superar a marca de 300 jogos com a camisa Fluminense no profissional.

Antes de continuar, eu preciso fazer o mea-culpa, porque fiz parte dos torcedores e imprensa que criticaram o jogador durante os seus primeiros anos de carreira. É claro que, ao seguir a profissão de atleta, os julgamentos acabam sendo algo comum. No entanto, para os mais imediatistas (onde eu me incluía nesse grupo), falta paciência e entendimento que aos 19 anos de idade o jogador de futebol não chegou nem na metade da maturidade e formação.

Confissão feita, vamos à história!

Martinelli campeão da Libertadores em 2023

Vou pular do primeiro jogo no profissional, quando foi lançado ao time titular pelo então treinador Odair Hellman, para a disputa da Libertadores de 2023. Do empate em 0 a 0 com o Red Bull Bragantino em 2020, até iniciar a disputa pela glória eterna daquele ano, na minha modesta opinião, Martinelli se tornou um grande jogador. Se consolidou como tal, naquela campanha que culminaria no primeiro título de Liberta do Tricolor. Foi um dos principais destaques daquela equipe. Motorzinho do time, ao lado do colega de base, André.

Você até pode me questionar. O Martinelli não fez gols ou deu assistências naquela campanha. Me defendo com um termo do futebol que os mais antigos vão se lembrar: “carregador de pianos”. Ele foi essencial para dar equilíbrio ao meio de campo e possibilitou a articulação das jogadas por Ganso, Keno, Ari…(esquece esse!) e Germán Cano. Sem contar com a sua capacidade de combater as jogadas adversárias.

E, no ano seguinte, o carimbo que Xerém é o maior centro de formação de jogadores do Brasil, o nosso Martinelli ainda se consagraria campeão da Recopa diante do ex-fantasma LDU e atingiria o feito de Fred, como o jogador que mais jogou na Libertadores da América com a camisa do Fluzão.

Até 2050

Ao atingir 300 jogos profissionais com a camisa tricolor, Martinelli foi homenageado no Maracanã antes da vitória diante do Maricá, que pendurou mais uma medalha no peito do moleque de Xerém. Campeão da Taça Guanabara! Entrevistado, o meia afirmou que ficaria no Flu para sempre:

“ Sou muito feliz aqui, não tenho palavras pra descrever meu sentimento pelo clube, um clube que fez muito por mim. Se eu pudesse, eu renovaria até 2050 “

Somados à recente Guanabara de 2026, Martinelli já levantou outras duas, em 2022 e 2023, que também levou aos títulos Cariocas dos mesmos anos.

Exemplos

Acredito que o mais próximo é a história de Rogério Ceni no São Paulo. Lá pelo time de três cores, Ceni chegou do Sinop-MT em 1990 e por lá ficou até 2015, conquistando inúmeros títulos e tornando-se para a maioria dos são-paulinos, o maior ídolo da história do clube.

Lá fora, há também diversos jogadores que marcaram uma era. O lateral-esquerdo/zagueiro do Milan, Maldini, ficou no clube também por 25 anos. Baresi, no Milan, 20 temporadas consecutivas. Acho que 25 é o número ideal, Marti! Também com essa quantidade de temporadas, Totti marcou gerações na Roma. Também dá para lembrar do Puyol no Barcelona, que por lá jogou entre 1994 e 2014, entre outras feras.

Homenagens

Além da já citada menção feita pelo presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro antes do duelo contra o Maricá, Martinelli teve outras homenagens. Uma em especial me marcou. Durante o vídeo na FluTV com o compilado de ex-jogadores e familiares, a mensagem do pai emociona. O senhor João Martinelli lembrou de um momento em que, por pouco, não pediu para que o filho voltasse com ele para Presidente Prudente, no interior de São Paulo, quando o visitou em Xerém.

Ainda bem garoto, Martinelli seguia rumo ao alojamento em Xerém. Seu João se despediu e tirou uma foto que, até então, era inédita. Me despeço aqui com essa imagem. O moleque de Xerém foi adiante, fez história, tornou-se um dos maiores ídolos da história do Fluminense e segue representando essas cores com muita garra.

Martinelli rumo ao alojamento em Xerém (Foto: Arquivo pessoal)
Martinelli rumo ao alojamento em Xerém (Foto: Arquivo pessoal)

Ah! Ao assistir esse trecho e a imagem, Martinelli foi às lágrimas. E secou! Secou na armadura tricolor. Ela é sua, ídolo! Fique para sempre! Saudações Tricolores!

Rafael Siri!

Esse é um texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do NETFLU **

Formado em tecnologia da informação, Rafael Menezes tem 39 anos, é empreendedor e está há oito anos no Portal. Gerente de produto, tem como missão de inovar e colocar o site entre os mais acessados do segmento.

Read more