(Foto: Divulgação/FFC)

Depois de mais de dois anos de briga na Fifa, maior entidade do futebol mundial, o Independiente Del Valle (EQU) ganhou o processo contra o Fluminense nos casos de Sornoza e Orejuela, ainda na gestão Peter Siemsen. O Fluminense terá de pagar algo em torno de R$ 8 milhões ao clube equatoriano para evitar severas punições.

O NETFLU entrou em contato com a assessoria de imprensa e departamento jurídico do Fluminense, que confirmaram a informação, mas explicaram que o Tricolor costurou um acordo prévio com o atual campeão da Copa Sul-Americana. Ao todo foram três processos envolvendo as partes.

O Independiente Del Valle tinha percentual no acordo de compra pelo dois atletas, que o Fluminense não conseguiu arcar com as parcelas. Isso rendeu uma ação para cada caso. Além disso, ainda havia um processo referente à venda de Sornoza para o Corinthians, na gestão Pedro Abad. Na época, não houve repasse ao clube do Equador, aumentando a dívida.

Ainda em contato com o Fluminense, o NETFLU descobriu que as tratativas do acordo estavam perto de serem finalizadas, apesar do processo em andamento. Os equatorianos preferiram não oficializar o acordo antes de uma eventual decisão da Justiça, porque caso o Flu não conseguisse cumprir com a palavra teriam de iniciar um novo processo.

Sendo assim, no dia 24 de fevereiro, quando o Del Valle veio ao Maracanã jogar contra o Flamengo pela Recopa, o presidente Mário Bittencourt se reuniu com dirigentes do clube, fizeram um acordo de parcelamento da dívida e esperaram a decisão da judicial para sacramentá-lo em parcelas.

O Fluminense não revelou em quantas parcelas o acordo foi feito e se há cobrança de juros embutidos. A diretoria da agremiação do Equador confirmou ao NETFLU um princípio de acordo, mas evitou detalhar. Os clubes estão em fase final da troca de minuta dos contratos.

O valor a ser pago por Sornoza é de US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões), enquanto o de Orejuela é de US$ 1,1 milhão (R$ 5,5 milhões).

É importante recordar que, em 2019, o Cruzeiro foi acionado na Fifa em diversas situações diferentes, mas com casos similares ao do Tricolor. O clube mineiro foi penalizado em algumas ações e ainda corre o risco de perder pontos em campeonatos nacionais.

Orejuela e Sornoza foram contratados pelo Fluminense no final de 2016. O Tricolor demorou quase dois anos para pagar uma parcela definida para 2017. A partir daí, os equatorianos acionaram à Fifa, denunciando o não cumprimento do Fluminense e o processo se estendeu até este mês.

Na época, a ideia nas Laranjeiras era usar parte do dinheiro da venda de Richarlison para manter o pagamento em dia dos equatorianos. Porém, foi priorizado regularizar os direitos de imagem atrasados com o grupo naquela época e, ainda, em contratar Robinho, junto ao Figueirense, por cerca de R$ 7 milhões.