Paulo Victor foi campeão brasileiro e tricampeão carioca em sua passagem pelo Fluminense (Foto: Lucas Merçon - FFC)

Lembrado como um dos maiores goleiros da história do Fluminense, Paulo Victor mostra enorme contentamento por estar no mesmo rol que nomes como Castilho e Félix. Afinal, jogou pelo clube de 1981 a 1988, realizando 361 partidas e conquistando o tricampeonato carioca (1983-84-85) e o campeonato brasileiro (1984). O ex-jogador lembra como foi quando se encontrou à época de jogador com as referências e teve a chance de relatar a admiração que tinha por eles.

– É uma satisfação muito grande. Não foi fácil. Você conseguir esses títulos… No final de 82, eu poderia ter sido dispensado, como os outros foram, mas eles acreditaram em mim, acreditaram no meu potencial, que eu poderia crescer. E Graças a Deus crescemos juntos com o grupo. Mas eu tenho que tirar o chapéu. O Castilho é um monstro. Só fazer o que ele fez para poder usar a camisa do Fluminense, para não ficar de fora de um jogo, aquilo ali é um marco para todo mundo. Eu não sei se eu faria. É você se mutilar por conta de um jogo. Mas ali o reconhecimento dele foi muito grande. Realmente um goleiraço – disse, complementando:

 
 
 

– Depois eu fui conhecê-lo, mas ele já como treinador. O Fluminense foi jogar em Campo Grande (Mato Grosso do Sul), o jogo era contra o Operário-MS. Eu fui lá, dei um abraço nele, agradeci por tudo que ele fez pelo Fluminense, como agradeci ao Félix, quando cheguei. “Muito obrigado pelo que você fez por esse time. Eu quero fazer a metade só do que você fez. Eu fazendo a metade, eu já estou satisfeito”. Graças a Deus, eu fiz. Sou o segundo goleiro que mais vestiu a camisa do Fluminense. Fico feliz por ter acontecido comigo e deixo aqui meu reconhecimento e agradecimento a todos os goleiros que passaram pelo Fluminense. Dia do goleiro deveria ser todos os dias (risos).