O estádio próprio, um sonho do torcedor do Fluminense desde 2003, último ano em que Laranjeiras foi utilizada pra jogos oficiais do time profissional, o tema volta a ser ressoante entre players do clube. Apesar de não ser candidato, além de afirmar que não apoiará ninguém nas eleições de 8 de junho, o ex-vice de projetos especiais, Pedro Antônio, aproveitou a Páscoa para postar nas redes sociais a imagem do local onde defende a construção do novo estádio do Fluminense. A ideia dele seria fazer um palco para 20 mil pessoas, no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca.

Nos comentários, enquanto alguns criticaram Pedro Antonio por usar o tema em ano eleitoral, uma outra parcela de tricolores postaram algumas palavras de incentivo e lembraram da opção do projeto de reforma das Laranjeiras, o que Pedro Antônio alega não ser possível, em virtude da limitação da capacidade do projeto em 12 mil pessoas, não podendo ser usado no Campeonato Brasileiro, que exige estádios com capacidade superior a 15 mil espectadores.  A Vila Belmiro, do Santos, no entanto, teve permissão especial inúmeras vezes para sediar jogos, mesmo com capacidade real inferior, já que por motivos de segurança, em muitos jogos, não pode abrigar este montante.

Integrante do grupo de sócios que estuda a reforma das Laranjeiras, Ricardo Lafayette, um dos tricolores que assinam o Museu do Fluminense nas Laranjeiras, também usou as redes sociais para defender o projeto de Laranjeiras. Ele lembrou que a decisão pelo limite mínimo de público nos estádios do Brasileirão é política. Outro exemplo disto é o Goiás. Neste ano, a equipe usará o Estádio Olímpico de Goiânia, com capacidade pouco superior a 13 mil pessoas.

Lafayette também postou a razão de o projeto das Laranjeiras não prever ainda 15 mil pessoas. Segundo ele, isso ocorre porque não há entendimento final junto ao Corpo de Bombeiros com relação a capacidade total do setor que abrigará a torcida atrás do gol do parque esportivo, uma vez que os autores do projeto defendem público todo em pé neste setor. Trocando em miúdos, a ideia é fazer algo similar ao que ocorre na Arena do Grêmio e do Corinthians, ao passo que o Corpo de Bombeiros insiste em liberar apenas uma parte do público, exigindo assentos nos demais espaços.

Candidato à presidência do Fluminense, já tendo confirmado esta informação em março, dada em primeira mão pelo NETFLU, Airton Xerez também tem planos para um estádio. O objetivo do político é a construção de um palco com capacidade para pouco menos de 40 mil torcedores, próximo ao Centro do Rio.

É importante ressaltar que o vencedor das últimas eleições do Fluminense, Pedro Abad, também havia prometido a construção de um estádio próprio, perto do CT, na Barra. Depois, foi constatado que o terreno era pantanoso, o que inviabilizaria a construção. Além disso, a falta de parceiros e recursos financeiros do clube também não possibilitaram um passo adiante na ideia.

Segundo colocado no último pleito e favorito a suceder Abad nesta temporada, Mário Bittencourt também apresentou um projeto de estádio nas eleições passadas. Em postagem na sua conta do Instagram, o ex-advogado comentou a possibilidade se investir numa reforma das Laranjeiras ou em outro estádio, mas com ressalvas.

 

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Ontem vimos a questão do estádio próprio voltar à pauta. A decisão de ter um estádio passa por critérios de capacidade financeira e demanda. Não somos contra o projeto, mas somos contra decisões tomadas de forma precipitada. Esta, infelizmente, tem sido a regra no Flu, ainda mais em época de eleição. Em 2016, utilizando a FLUTV (ato ilegal), Peter e Abad apresentaram um “terreno” pantanoso para um estádio. Promessa falaciosa aliada a inauguração de um CT inacabado. Estelionato eleitoral. Recentemente o Flu assinou com o Maracanã e alguns sócios divulgaram um projeto de revitalização das laranjeiras. Já tivemos acesso ao projeto e achamos interessante. Entendemos que um estádio próprio deva ter capacidade bem maior que 20 mil lugares. Entretanto, só fecharíamos este conceito após ouvir especialistas, a torcida e ver o projeto de estádio próprio. Nunca tivemos acesso. Seria próprio mesmo? Se Laranjeiras for viável, não existe lógica ter um estádio na Barra com 20 mil lugares. Aliás, a prioridade deve ser o torcedor que se desloca de vários lugares para ver os jogos. As hipóteses, a nosso ver, são: Maracanã/Laranjeiras ou estádio próprio (no futuro) sem necessidade de uso do Maracanã. No jogo contra o Santa Cruz foram 20 mil pessoas (eu e Celso estivemos lá) ou seja, um bom público que mostra nossa força. Para ter um estádio próprio em outro lugar necessitamos de engajamento do torcedor. Um estádio na Barra é o melhor lugar? Temos que ouvir os tricolores em sua maioria. Sem ouvi-los, qualquer promessa se torna tola ou politiqueira. Mas antes de revitalizar Laranjeiras ou pensar num estádio próprio, existe o “dever de casa” para quem assumir o clube em junho: finalizar o CT, pagar salários em dia, ter um programa de sócio-futebol atraente, equacionar as dívidas, patrocínio master, revitalizar a sede social (destruída), repatriar ídolos e ganhar títulos. Essa é nossa opinião, mas estamos abertos ao debate em busca do melhor para o clube. Estaremos sempre disponíveis a qualquer projeto viável e ajuda de qualquer tricolor. O Fluminense não aceita mais remendos. ST

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Dada a paixão pela torcida do Fluminense atualmente pelo tema estádio, periga as eleições de junho acabarem tendo este tema como mote principal. Será que em breve haverá um Laranjeiras x Parque Olímpico, dois dos temas mais discutidos nos últimos anos?