Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C
Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C

Ao comentar se a questão dos patrocinadores nos clubes de futebol acabou por acomodar os dirigentes  dos clubes a “arrumar a casa”, Peter Siemsen rebateu. Mesmo com a Unimed investindo ainda no seu mandato, acredita que criou subsídios para que o Tricolor pudesse caminhar com as próprias pernas, mas reclama da falta de apoio do poder público no parcelamento das dívidas.

– No meu caso, desde o primeiro dia o objetivo era rearrumar o Fluminense no ponto de vista financeiro. E também infraestrutura, ter uso adequado do Maracanã, redemocratizar o Fluminense. Vários dos objetivos foram cumpridos. Hoje, temos 25 mil sócios votantes, acabando com aquela política de corredor. Tudo isso sabendo que tinha um patrocinador para ajudar com bons times, disputar títulos. A grande dificuldade que tivemos foi com a área pública, que não é confiável e estável. E daí a minha preocupação com essa legislação. Pelo que eu vivi no Fluminense, sei que quem mais prejudicou foi a área pública. Ela atrasou a recuperação econômica do Fluminense por uns dois anos – disse Peter, falando claramente sobre o bloqueio de verbas do clube pela PGFN:

– Não é só pelo bloqueio. É o comportamento, conduta, tratamento desigual, confronto, escolha de quem vai beneficiar ou não vai. Isso é inaceitável em uma sociedade série a equilibrada. Acho que estamos atrasados. Eu não confio na área pública, que foi inimiga do Fluminense nesse período.


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