Por apoio aos esportes olímpicos, Fluminense irá à Justiça

Por apoio aos esportes olímpicos, Fluminense irá à Justiça

Vice geral do Flu, Ricardo Marins esbraveja contra a CBC
Vice geral do Flu, Ricardo Marins esbraveja contra a CBC

O Fluminense acusa Confederação Brasileira de Clubes (CBC) ter dado uma rasteira nas principais agremiações do país e promete ir à Justiça. Segundo o Tricolor, a CBC decidiu extinguir o Conselho de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos e Paralímpicos (CONFAO) e administrar por conta própria recursos oriundos do Governo Federal.

– O objetivo deles hoje é ter poder, dominar o dinheiro que têm lá. Têm R$ 100 milhões pra fazer o que quiserem e usam os critérios mais estapafúrdios para isso. O menor dos interesses deles é o desenvolvimento do esporte. Fomos buscar esses recursos, conseguimos, mas agora levamos essa rasteira – acusa Ricardo Marins, vice-presidente geral do Fluminense.

O problema, de acordo com diretores do Flu, quando houve irregularidades na eleição para a presidência da CBC. O movimento político, com apoio de clubes pequenos, teria diminuído os benefícios das grandes agremiações pertencentes a CONFAO em derimento de outros menores e sem capacidade para desenvolver os esportes olímpicos.

– O CONFAO foi montado por clubes que realmente formam atletas, e mesmo assim a gente não tem recursos. O dinheiro que circula para o incentivo dessas modalidades ou vai para o COB ou para as Confederações. Então, fica muito difícil para nós, clubes, que fornecemos a matéria-prima para as seleções. Acabaram com o CONFAO e agora querem gerir tudo. Imagina um clube ali na esquina, que não se joga nem bola de gude, recebendo um dinheiro que poderia estar sendo investido na formação de atletas? É inadmissível isso. Vamos entrar com uma ação que já está sendo preparada para questionar tudo isso. Vamos tentar reverter essa eleição maluca que fizeram. Perdem-se muitos anos de um trabalho sério em cima de um ideal. É triste demais você ver seu trabalho jogado fora por interesses financeiros de outros – concluiu Marins