(Foto: Leonardo Brasil - FFC)

O Fluminense enfrentará o Fortaleza, nesta quarta-feira, no Maracanã, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil e a certeza é de casa cheia. Todos os ingressos já foram vendidos, mas nos últimos dias uma certa polêmica a respeito do assunto tomou conta dos debates em redes sociais. Por que o clube não coloca mais do que 57 mil ingressos à venda? Em seu canal no YouTube, o jornalista Victor Lessa destrinchou a situação.


Atualmente, mesmo cabendo mais gente, mas em virtude de uma margem de segurança, o máximo de pessoas que o Maracanã pode receber numa partida é 70 mil pessoas. Ainda assim, o estádio precisa estar completamente lotado para atingir tal marca, inclusive o setor da torcida visitante.

 
 
 

Existem cerca de 4 mil cadeiras cativas. No vídeo, o repórter explicou que historicamente em jogos do Fluminense a ocupação desses assentos é cerca da metade, pouco mais de 2 mil. Tem ainda camarotes nos setores Leste e Oeste. Por volta de mais 5 mil.

Há também as diversas cortesias previstas no contrato de concessão do Maracanã. Tudo isso vai ocupando o espaço e entrando na conta do público total.

Num jogo recente, o Flamengo conseguiu beirar os 70 mil, mas teve um contexto diferente. Por conta de não ter sido permitida a sua torcida entrar contra o Palmeiras em São Paulo, o clube da Gávea usou da prerrogativa de reciprocidade para não ter palmeirenses no Maracanã. Assim, vendeu todos os ingressos para a sua torcida, inclusive do setor visitante.

O Fluminense, por exemplo, não teve como fazer isso na partida frente ao Ceará. Pela alta demanda em virtude da despedida de Fred, teria de haver um acordo com o clube visitante para a cessão de ingressos da torcida adversdária, o que não aconteceu.