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A determinação do Conselho de Ética da CBF em afastar o presidente Rogério Caboclo, por 30 dias, após uma funcionária da entidade acusá-lo de assédio sexual e moral, catapultará ao cargo máximo do futebol nacional o vice-presidente mais velho da entidade, Antônio Carlos Nunes, o Coronel Nunes — esta é a determinação do estatuto do órgão, segundo o O Globo.

Nunes chegou a ocupar o cargo de presidente interino da entidade entre janeiro e março de 2016, quando Marco Polo Del Nero pediu licença voluntária “por motivos de ordem pessoal”, mas deixou o cargo a partir do momento em que o presidente decidiu voltar. Posteriormente, reassumiu o comando após o afastamento definitivo do ex-presidente.

Comandante militar e prefeito biônico em Monte Alegre (PA) no período da ditadura, Nunes recebia um saldo mensal de R$ 14,7 mil como perseguido pelo regime e futuramente anistiado, segundo reportagem publicada por Lúcio de Castro, em 2016. Além das prestações mensais, ele ganhou uma indenização retroativa de R$ 243.416,25 em 2003.

A eleição de Nunes para vice-presidente da CBF e foi cercada de polêmicas: apesar de ser da Região Norte, o cartola ganhou o cargo pela Região Sudeste. O também vice Delfim de Pádua Peixoto Filho, opositor de Del Nero, apontou que teria ocorrido uma “jogada política” para tirá-lo da linha sucessória.