O Fluminense precisa de dinheiro, o que não chega a ser novidade pra ninguém. Como lembrou o portal Globo Esporte, em setembro de 2016, último ano de Peter Siemsen como presidente do Fluminense, tudo parecida que poderia caminhar de forma positiva. Ao anunciar acordo para a TCL (empresa chinesa de eletrônicos) ocupar pontualmente o espaço nobre da camisa, o então mandatário exaltou o que entendeu como momento único do clube na busca por novos parceiros:

– O Fluminense hoje, desculpa, pensa diferente. Ele pensa fora da caixa (…) As empresas têm dado um retorno muito bom para a gente. Estamos conversando com mais ou menos 10 empresas no mercado e vendendo diversas propriedades.

A publicação destacou que a realidade foi diferente e mostrou a dificuldade do clube em conseguir e manter um patrocinador master, problema que começou ao final de 2014 com a saída da Unimed-Rio. Verdade que a crise econômica do país diminuiu a grande oferta de outras temporadas e que empresários não cumpriram os contratos e atrasaram pagamentos, mas por muito tempo o espaço nobre do uniforme ficou em branco.

Peter, logo após a ruptura por parte da cooperativa de médicos, fechou com a Viton 44, do ramo de bebidas. O acordo de dois anos foi rescindido faltando dez meses para a conclusão. De março de 2016 a janeiro de 2018, período já na gestão Pedro Abad, o clube viveu de patrocínios pontuais. Foi quando assinou com a Valle Express, empresa de cartões. O vínculo de dois anos durou oito meses.

Patrocínio master do Flu após a Unimed-Rio

Temporada Pontual Definitivo
2015 Viton 44 (R$ 12 milhões no primeiro ano, R$ 24 milhões no segundo)
2016 Caixa (R$ 1,5 milhão por seis jogos) e TCL (R$ 1,4 milhão por quatro jogos)
2017 Frescatto (final do Carioca), Zoom (três jogos) e Universal (sete jogos em troca de estadia nos EUA para Torneio da Flórida)
2018 Valle Express (R$ 20,1 milhões por duas temporadas)