(Foto: Mailson Santana - FFC)

Com a paralisação do calendário no ano passado em função da pandemia de Covid-19, a temporada 2020 invadiu 2021. Resultado: o Fluminense já jogou 64 jogos neste ano e fechará a temporada com 80 partidas. Números esses que comprometem a parte física dos atletas e fazem com que a possibilidade lesões sejam ainda maiores.

A grande quantidade de jogos no calendário de 2021 impactou a preparação física do Tricolor, comandada por Marcos Seixas. Em entrevista, o profissional, que esteve junto à seleção brasileira na conquista do ouro olímpico, em Tóquio, comentou os desafios, estratégias e preocupação com o número excessivo de partidas.

– A grande quantidade de jogos na temporada é uma enorme preocupação nossa, evidentemente. A gente procura dar bastante ênfase ao trabalho de recuperação e restauração dos atletas que vêm com uma carga maior de jogo, e procura também fazer uma compensação de carga com aqueles que não estão jogando tanto. A maior incidência de lesões ocorre através de dois mecanismos: a sobrecarga de jogos, quando um atleta não consegue se recuperar totalmente entre uma partida e outra, e a do atleta que vem sem uma grande sequência de jogos e que sente se não estiver preparado quando for utilizado. Para quem vem atuando mais, a gente usa diversas estratégias para monitorar essa situação e cuidar bem de cada um dos casos. Isso pode ser feito com controle de carga de treinamento, trabalhos na academia e com controle dos marcadores bioquímicos, de como estão os índices de bem-estar do corpo do atleta – explicou Marcos Seixas.