Em texto publicado no site oficial do Fluminense, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Marcus Vinícius Ferreira Bittencourt, garantiu que o processo eleitoral será feito com toda a segurança. Sem citar candidatos, ele critica a possibilidade de o pleito ser judicializado. Confira, na íntegra:

O Fluminense, nos últimos 15 anos, tem eleições diretas e agora, de forma inédita, vemos matérias na imprensa e notificações entregues ao clube com a intenção de criar instabilidade e de tentar passar uma falsa imagem de fragilidade do processo eleitoral.

Desde 2001, tivemos cinco eleições e em nenhuma delas houve algum tipo de comportamento parecido por parte de candidatura a Presidente do FFC como atualmente. Primeiro tentaram denegrir a imagem do clube em uma situação esdrúxula por causa do cadastro de sócios. Sim, é possível ter uma pessoa no cadastro que tenha morrido e que, pelo fato de a família não ter registrado o ocorrido formalmente, siga na lista de pessoas aptas a votar.

Isso, em hipótese alguma permite qualquer brecha para fraude ou insegurança. No dia da eleição, é necessário apresentar documento com foto. Além disso, o Ministério Público acompanha tudo de perto. Sem a existência de comunicação formal do falecimento do sócio por parte dos familiares, para casos de sócios proprietários ou remidos e isentos de pagamentos de taxas, o clube não pode retirar a pessoa da lista sob a possibilidade de vir a ser processado.

Buscam tumultuar o processo eleitoral. Comportamento que entendo ser inadequado até em razão da já mencionada história recente de eleições tranquilas do Fluminense. Importante ressaltar que os candidatos que assumem esta postura já participaram de outras eleições do Fluminense e, em certos momentos inclusive, fazendo parte da administração do clube. Agora querem dizer que a eleição do clube tem problema. Comportamento bastante estranho.

Além disso, importante comentar uma situação que tenho visto recorrentemente em matérias publicadas nos jornais, em falas de alguns dos candidatos a Presidente e agora em requerimentos de sócios de chapa concorrente na eleição, vinculadas a tentativas de impugnar a chapa “Somos Fluminense” do candidato a Presidente, Auditor Fiscal da Receita Federal Pedro Abad. As situações de impedimento de um Presidente do Fluminense são previstas no estatuto do clube, no artigo 53, totalmente claras. Em nenhuma delas, o candidato sempre mencionado, Pedro Abad, está enquadrado.

Portanto, não é cabível nenhum tipo de tentativa de impugnação de uma candidatura. Creio que as pessoas deveriam refletir um pouco melhor sobre o caminho que estão tomando. Tentar judicializar um processo eleitoral que sempre foi democrático sem motivos claros para isso pode causar um enorme prejuízo à imagem do Fluminense e passar uma impressão bem negativa de busca de uma vitória a qualquer custo para as pessoas. O Fluminense tem hoje a eleição mais democrática entre clubes de futebol do país. O direito do torcedor ao voto é sagrado e precisa ser respeitado.”