Saída de Marcos Paulo de graça frustrou planos no Fluminense de executar uma grande venda (Foto: Mailson Santana - FFC)

O Fluminense divulgou na última sexta-feira seu balanço financeiro referente ao exercício de 2020. O demonstrativo mostrou uma queda de R$ 55,1 milhões no que diz respeito a venda de jogadores em relação ao ano anterior.

Se em 2019, antes da pandemia do novo coronavírus, o Tricolor lucrou R$ 105,4 milhões com negociações, em 2020 ficou com “apenas” R$ 50,3 milhões. Ou seja, 52,2% a menos.

Grande parte de tal queda se explica com a perda de Marcos Paulo de graça para o Atlético de Madrid, da Espanha. O Fluminense apostava em uma venda extremamente lucrativa do atacante, mas isso não se confirmou. O esfriamento do mercado com a crise provocada pela Covid-19 é uma das explicações.

Esta não foi a única receita que sofreu com a pandemia. O dinheiro de televisionamento também caiu, de R$ 108,1 milhões para R$ 87,7 milhões. Mas isso porque parte do que é pago pela transmissão do Brasileiro foi adiada para 2021 junto ao restante da competição. Sem público nos estádios a maior parte do ano, a renda com bilheteria despencou de R$ 16,3 milhões para R$ 3,2 milhões. Ao todo, a receita líquida do clube sofreu uma redução de 27%: de R$ 250 milhões, em 2019, para R$ 183,4 milhões, em 2020.