
Tricolor levou a melhor diante do rival há 25 anos
Fluminense e Vasco vão para um tira-teima na Copa do Brasil. Nesta semana, as equipes se enfrentam duas vezes, no Maracanã, pela semifinal da edição de 2025.
Ao longo da história, os times se enfrentaram duas vezes no torneio, com uma classificação para cada lado. Em 2000, o Tricolor levou a melhor. Já em 2006, quem avançou foi o rival.
Em entrevista ao site Globo Esporte, Régis, um dos heróis da classificação tricolor há 25 anos, relembrou bastidores do duelo com o Vasco.
O ex-zagueiro marcou para o Fluminense no primeiro duelo, que terminou empatado em 1 a 1. O gol saiu após Régis quase ficar fora do confronto. Dias antes, ele visitou a família em Porto Alegre e chegou a perder o voo de volta ao Rio de Janeiro.
– Eu cheguei na concentração, o Espinosa me olhou assim. Eu já pensei: “deu, estou fora do jogo”. Ele só me olhou e falou: “Depois não sabe por que fica pobre e perde emprego”. Eu nem treinei, fui direto para o jogo. Aquele gol para mim foi uma salvação. Quando eu faço gol, a minha primeira atitude foi ir direto para o Espinosa. A hora que eu abracei ele, ele nem me abraçou.
Durante o primeiro jogo, em uma época do futebol sem VAR, o ex-zagueiro se envolveu em uma confusão com Edmundo, então atacante do Vasco, que quase acabou em vias de fato.
– Eu tive alguns arranca-rabos com o Edmundo. Porque ele estava me segurando e eu tentando sair dele. Quando me soltei, eu usei o braço e pegou na cara dele. O Edmundo enlouqueceu. Acabou o primeiro tempo e o Fabinho, volante, falou assim: “Toma cuidado que eu conheço o Edmundo. Ele vai tentar te dar um soco”. Quando eu estou vindo assim, eu vejo uma mão e aí tirei. O Fabinho falou: “Viu? Te avisei. Te prepara para o jogo em São Januário”. No jogo em São Januário foi pau a pau. Braçada e mãozada para tudo que era lado. Não tinha VAR, né?.
Na segunda partida, o Fluminense abriu 2 a 0 e sofreu o empate, com dois gols, justamente, de Edmundo. Na reta final, Régis voltou a ser herói ao evitar um gol do rival.
Com os dois empates, o Tricolor, que estava saindo do pior momento de sua história, retornando à elite, deixou pelo caminho o rival, que ultrapassava boa fase, tendo conquistado o Brasileirão e a Libertadores recentemente. O favoritismo exaltado até por dirigentes do Vasco foi um motivador para o Tricolor.
– Uma coisa que a gente lembra bastante, que deixou a gente bastante chateado, foi o Eurico Miranda desprezar a gente. Então foi uma das coisas que falamos: “Vamos jogar para ganhar esse jogo. Mas vamos mostrar para a gente. Não para ele. Vamos ganhar a classificação deles dentro de campo. Sem falar nada. Todo mundo é profissional, mas o Vasco tinha aquela coisa: ‘Nós vamos pegar o Fluminense e passar por cima deles’”. Só que acabaram se dando mal.
Bruno Nunes Loreto é jornalista formado em 2018 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Trabalha como redator desde 2016, passando por sites como Torcedores, 90min, Bolavip e Antenados no Futebol. Exerce a função de repórter no NETFLU.
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