Informação é da ESPN Brasil
A ampliação do espaço destinado à torcida do Fluminense no Nubank Parque ainda precisa cumprir etapas antes de ser oficializada para a semifinal da Libertadores. Em entrevista ao programa ‘Fala a Fonte’, da ESPN Brasil, o tenente-coronel Valdinei Arcanjo da Silva, comandante do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo, explicou nesta quinta-feira (24) que a autorização do Corpo de Bombeiros é necessária antes da análise técnica da PM.
Apesar de o regulamento da Libertadores estabelecer uma carga mínima para visitantes nas semifinais, o tenente-coronel ressaltou que a exigência da Conmebol não se sobrepõe às decisões dos órgãos responsáveis pela segurança pública.
— Eu não tenho dúvidas de que prevalece sempre a questão da segurança, porque o regulamento da competição é uma questão privada, é um regulamento interno. Se não houver condições de segurança para torcedores, atletas, profissionais de imprensa, policiais e todos os envolvidos, o regulamento da competição, nesse caso, fica em segundo plano. Sempre vai prevalecer a condição da segurança.
Ainda, segundo o tenente-coronel Valdinei Arcanjo da Silva, a Polícia Militar não determina a capacidade dos setores do estádio. Antes de uma análise policial, questões relacionadas ao espaço e à engenharia precisam receber o aval dos órgãos responsáveis.
— Importante entender que as determinações das lotações dos setores do estádio não partem da PM. É uma questão de layout, uma questão de engenharia num primeiro momento, e que a PM avalia sob o ponto de vista da segurança, não da capacidade, mas das condições de acesso, de permanência e saída. Antes da nossa avaliação, existe a necessidade de os responsáveis terem uma autorização do Corpo de Bombeiros. Os bombeiros emitem o auto de vistoria, que atesta as condições operacionais daquele local para receber pessoas, principalmente se aquele ambiente, se aquelas rotas de fuga conseguem absorver a saída das pessoas numa situação de emergência. A PM, em posse dessa documentação, realiza depois as vistorias para entender a dinâmica operacional, se as estruturas estão bem colocadas, para certificar que não há risco aos torcedores.
— Em outro momento, existe a recomendação do Ministério Público para que o setor de torcida visitante tenha no máximo 5% da capacidade do estádio. A PM parte dessa premissa: a primeira é a avaliação do Corpo de Bombeiros sobre a dinâmica das pessoas e se o local tem condições de receber o público, e principalmente se as pessoas têm condições de sair em segurança e no tempo adequado pelas rotas de fuga; e, num segundo momento, tem a recomendação do MP. Vencidas essas etapas, nós caminharemos para uma análise técnica da segurança policial.
— Nós recebemos o contato por parte do Palmeiras na sexta-feira (18). Conversamos de maneira preliminar sobre a possibilidade de aumentar a capacidade do setor visitante. Na segunda-feira (21), foi formalizado esse pedido para nós, aqui do 2º Batalhão de Choque. Na terça (22), respondemos a essa formalização, enviamos um ofício à presidente do Palmeiras, colocando algumas condições documentais, que seriam as avaliações do Corpo de Bombeiros e do MP. Colocamos a necessidade de observarem algumas questões estruturais, como a rede de proteção, porque o setor visitante fica no patamar superior, e a rede de proteção tem importância para segurar eventuais objetos arremessados para baixo. Também tem a questão dos isolamentos internos. Existem outras estruturas para serem colocadas na área do portão e externa. O terceiro ponto que solicitamos é um plano operacional: como o Palmeiras vai receber os torcedores, a parte de orientação, das catracas, da leitura biométrica. Isso foi feito na terça-feira (22). Tive um contato hoje com o responsável do Palmeiras, ele informou que foi feita a solicitação aos Bombeiros e estão aguardando retorno. Da nossa parte, quando eles estiverem com o plano concebido, nós receberemos todos aqui no batalhão para entender e fazer os ajustes que forem necessários.