(Foto: Divulgação - FFC)

Hoje jogando pelo Ryukyu, do Japão, o meia-atacante Ramon, revelado pelo Fluminense em Xerém, ainda não conseguiu mostrar nos profissionais tudo aquilo que se esperava dele na base. Em entrevista ao canal TNT Sports, o jovem afirmou que ainda busca sua firmação no futebol japonês e contou um pouco sobre as dificuldades enfrentadas na infância.

– Passei um pouco de dificuldade, tive que amadurecer cedo demais. Meus pais sempre me apoiaram, principalmente meu pai, que chegou a jogar um tempo beach soccer, com isso o meu sonho passou a ser o sonho dele. Eles sempre fizeram de tudo pra eu dar certo, foram a minha base. A realidade de uma criança de comunidade é muito diferente daquelas que crescem em condomínios. É muita diferença! Essa malandragem e as experiências que eu tinha na minha comunidade, eu levei comigo. Por ser pequeno, eu conseguia ser diferente e me destacar, mesmo com o tamanho não sendo favorável. Tinham muitos garotos do meu tamanho que acabaram ficando no meio do caminho porque não tinham um diferencial. A malandragem me fez sempre jogar na categoria acima da 97 [seu ano de nascimento] – disse ele, complementando em seguida:

– Meus pais trabalhavam muito para me dar de tudo. Eu tinha tudo do bom e do melhor, mas o principal eu não tinha, que era a presença deles no meu treino. Mas eu sabia lidar com isso, pois se eles não trabalhassem, eles não iriam poder me proporcionar tudo aquilo que eu tinha. A única coisa que eu pensava era em realizar o meu sonho e retribuir todo esse esforço que eles faziam por mim, então eu via os pais de todos lá e eu falava pra mim mesmo: ‘os pais deles estão aqui, mas quem vai fazer os gols, quem vai dar show, vou ser eu. Meu pai me falava para eu ter confiança em mim mesmo, e jogar com alegria e responsabilidade. Que é o que eu tenho feito aqui (no Japão). Treino de jogo é jogo e jogo é como uma guerra – finalizou.