A parceria entre Fluminense e STK Samorin, campeão da Terceira Divisão do campeonato eslovaco, teve início em meados de 2015. A partir de agora, com a disputa da Segunda Divisão e o início da luta por uma vaga na elite eslovaca, o Samorin vai jogar 50% de suas partidas com a camisa do Fluminense e as outras 50% com seu uniforme. Ambas as camisas terão os dois escudos, um em cada lado do peito. O projeto atual é dividido em três fases, descritas pelo portal Globoesporte.com:

Primeira fase: projeto piloto de seis meses (junho a dezembro de 2015), nada mais do que uma parceria normal que o clube já vinha fazendo para a colocação de atletas na Europa. Com uma pequena diferença: levando um profissional do Fluminense para acompanhar tudo de perto. O escolhido foi Bruno Caetano, técnico do sub-15, que assumiu como auxiliar técnico do Samorin. Com cinco atletas de Xerém no elenco, a equipe terminou 2015 na vice-liderança da Série C da Eslováquia. Só o campeão conseguiria o acesso.

Segunda fase: nos seis meses seguintes (janeiro a junho de 2016), o Fluminense começou a formatar a possível compra e assumiu o comando técnico da equipe. Em um primeiro momento o Samorin exigiu dinheiro para aceitar o novo técnico. Após uma intensa negociação, a diretoria tricolor conseguiu o que queria sem precisar investir. Seguiu pagando apenas os salários de seus jogadores, do auxiliar e do agora novo treinador, o americano Mike Keeney. Ao final do primeiro ano, o Samorin garantiu o acesso para a Série B com três rodadas de antecedência.

– Queríamos um treinador com conceitos europeus, pois um dos objetivos é o desenvolvimento do atleta do Fluminense em um contexto europeu técnico, tático, físico e mental. Mike é americano, mas vive há muito tempo na Europa. É um instrutor de cursos da UEFA na Alemanha e já tinha vindo em Xerém para dar treinamentos – resumiu Marcelo Teixeira, gerente da base tricolor.

Terceira fase: com as duas fases iniciais terminadas, o Tricolor deu outro passo para se tornar sócio majoritário. Foi quando Peter viajou para a Eslováquia, conheceu toda a estrutura e a opção de compra de 77% das ações foi assinada. Nascia ali o STK Fluminense Samorin. A partir de agora, o Flu precisa investir 250 mil euros (R$ 915 mil) no custo de operação do clube para se tornar dono das ações. Quatro novos jogadores vão viajar em breve, outros dois permanecem. Bruno Caetano retorna a Xerém e Celso Martins, técnico do sub-17, assume a vaga de auxiliar. O restante da comissão será eslovaca. Marco Manso vai ocupar o cargo de diretor esportivo.

– Já temos todo o modelo de compra no papel firmado, basta exercer no fim do ano. Agora o Marco está agora recrutando os profissionais. Da equipe do ano passado, vão ficar cinco eslovacos e dois brasileiros. O elenco deve ter por volta de  24 jogadores. Monitoramos ao longo do ano toda a segunda e terceira divisão da Eslováquia. Mapeamos 22 jogadores que nos interessavam. O custo é zero, não paga nada, são jogadores sem contrato e que querem se juntar ao projeto. Salários que variam de 500 a 1000 euros – explicou.