Scarpa despertou interesses de Corinthians, São Paulo e Palmeiras (Foto: Lucas Merçon - FFC)

Desaparecido, Gustavo Scarpa teve tudo para ser negociado pelo Fluminense recentemente. Ele interessava a São Paulo, Palmeiras e Corinthians e as tratativas chegaram a estar bem encaminhadas. Mas por que nenhuma teve desfecho positivo? Muito em função do próprio apoiador e da empresa que gerencia sua carreira, a OTB. O site “Globo Esporte” destrinchou as causas para cada uma das negociações fracassadas.

Scarpa e seus representantes fizeram jogo duro em diversos momentos, inviabilizando situações com Corinthians e Palmeiras perto dos desfechos.

– Haviam negociações extremamente bem encaminhadas e praticamente definidas pelas duas partes. E não foi nem pelo Fluminense e tampouco pela outra instituição que o negócio não aconteceu – revelou Paulo Autuori, diretor esportivo de futebol tricolor.

Confira o que pegou na negociação com cada um dos clubes paulistas interessados em Scarpa:

Palmeiras: havia acerto entre os clubes na troca de Scarpa por Hyoran e Róger Guedes. Abel entrou em ação para convencer o atacante, antes relutante, a se transferir ao Rio. Na última hora, porém, os representarentes de Scarpa bateram pé. Queriam que o empréstimo fosse de dois anos e não apenas um. O negócio emperrou.

Corinthians: houve demora na definição do modelo de negócio. Representantes de Scarpa sugeriram venda. Como tem apenas 40% dos direitos do jogador, o Tricolor jogou o valor lá em cima: R$ 23 milhões, de acordo com a direção paulista. Nada feito. Troca-troca enfrentou o primeiro “não” pois Lucca não quis conversar com o Flu. Depois, com Léo Príncipe e Giovanni Augusto, o problema foi o mesmo do Verdão: Scarpa queria ir por empréstimo de dois anos.

São Paulo: o tricolor paulista fez uma proposta de R$ 11,5 milhões mais jogadores em troca, oferecendo seis nomes para o Flu escolher. O clube das Laranjeiras não concordou – desejava Cueva e Reinaldo, atletas que o São Paulo não admitia negociar. O time paulista também havia colocado uma cláusula em que pagaria os salários dos jogadores emprestados, caso o Flu não conseguisse pagar, mas os valores seriam abatidos de uma futura compra do Scarpa, o que foi recusado pelo clube carioca.