(Foto: Mailson Santana - FFC)

O Fluminense estreará na Superliga feminina de vôlei na próxima terça-feira, contra o São Paulo FC Barueri, às 17, nas Laranjeiras. Técnico da equipe desde o início do projeto no clube, Hylmer Dias falou sobre os desafios que terá pela frente na temporada.

Na visão do treinador, a Superliga tem tudo para ser muito equilibrada. Ele falou também sobre a montagem do time e muito mais. Confira a íntegra da entrevista que deu ao site oficial do Tricolor:

Devido à pandemia, o time foi formado mais tarde do que o habitual e o tempo de preparação foi mais curto. Esta é a temporada mais desafiadora desde que o Fluminense começou a disputar a Superliga?

— Com certeza é nossa temporada mais desafiadora e mais difícil. Entramos no mercado depois, perdemos jogadoras que eram nossos alicerces e que queríamos que ficassem, e elas também queriam continuar, como Paula Borgo e Thais. Além de entrar no mercado por último, temos cinco semanas de treinamento e pouquíssimos jogos realizados antes da Superliga. Temos jogadoras que ainda se recuperam de lesão e esperamos ter todas em condições o mais rapidamente possível para corrermos atrás de nossos objetivos.

Apesar dos obstáculos em um ano complicado, o Fluminense forma um time com nomes como Julieta Lazcano e Mari. Isso mostra que o projeto do clube está consolidado?

— Não sei se consolidado, mas houve um grande esforço de todos. Presidente, vice-presidente e diretor de esportes olímpicos, diretores e outros profissionais do clube fizeram de tudo para que o projeto se mantivesse. Montamos a melhor equipe dentro das nossas possibilidades e que honrará a enorme tradição do voleibol tricolor.

Qual a importância da contratação da Mari para a disputa da Superliga e a para o projeto do Fluminense?

— Mari é uma grande jogadora, um ícone da sua geração e um ídolo do voleibol. Ela soma dentro da quadra e traz visibilidade ao voleibol tricolor.

Mari vem de uma breve temporada no vôlei de praia. Acredita que a readaptação dela à quadra será rápida? Quando ela deve estrear na Superliga?

— Acredito que, estando bem fisicamente, a adaptação da Mari tende a ser rápida. Sobre a estreia, vamos sentir a evolução dela dentro dos treinamentos, é importante ter cuidado para não haver lesões.

Mari chega para jogar de oposta ou ponteira?

— Mari é versátil e atua bem nas duas posições. Jogará onde o time precisar mais.

Como está sendo a adaptação dos reforços que chegaram (Juli Lazcano, Arianne, Fran, Dayse, Fernanda Tomé e Bruna Moraes)?

— Todas estão se adaptando muito bem, gostando do clube e trabalhando duro apesar do pouco tempo de treinamento. Somaram muito ao nosso plantel.

O Fluminense disputou três jogos durante preparação, mas ainda não pode contar com jogadoras importantes, como Fernanda Tomé e Dayse, e a Natasha teve pouco tempo de quadra no Troféu Super Vôlei. Como o time está para a estreia na Superliga?

— Dayse estava treinando bem e sofreu um probleminha na coxa esquerda, mas já voltou aos treinos e jogará na terça-feira. Natasha testou positivo para o coronavírus, mas também já está reintegrada, treinando muito bem e também joga na estreia. A Tomé está tratando uma lesão no tendão de Aquiles, que é chata, e tem treinado mais leve, então ainda não teremos ela em quadra.

Assim como na temporada passada, o elenco conta com muitas jogadoras da base. Esse também é um dos aspectos do projeto, manter a tradição do Fluminense como clube formador de atletas?

— O Fluminense tem um trabalho vitorioso nas categorias de base há muitos anos, sempre formando grandes jogadoras, e a equipe adulta serve de espelho para essas meninas. As atletas reveladas no clube sabem que um dia poderão brilhar dentro de casa, não precisarão procurar outro time quando se tornarem adultas.

Como você analisa os times da Superliga? Quais serão nossos adversários diretos e como eles podem dificultar nossa caminhada na competição?

— Vejo os cinco times de maior investimento (Bauru, Minas, Osasco, Praia Clube e Sesc RJ) um pouco à frente dos demais, mas esperamos ter nossa equipe pronta para surpreender e jogar contra todos de igual para igual.

Como você vê o atual cenário do vôlei brasileiro?

— Acho um cenário complicado, com a pandemia e as empresas privadas apoiando pouco o esporte e a Pandemia. Mas acredito em uma grande Superliga, muito disputada e competitiva.

O que o torcedor do Fluminense pode esperar do time nesta temporada?

— Muito brio, luta, disposição e trabalho para honrar essa camisa tão tradicional.