(Foto: Divulgação/FFC)

Bicampeão brasileiro pelo Fluminense e campeão estadual, o volante Diguinho conversou com o NETFLU nesta quarta-feira. O volante relembrou momentos marcantes da carreira com a camisa tricolor, afirmou que viveu o auge nas Laranjeiras, garantiu não ter mágoas com torcedores, falou sobre um processo na Justiça contra o clube e muito mais. Confira a entrevista exclusiva abaixo:

NETFLU – Qual é a sua lembrança mais marcante como atleta do Fluminense?

Diguinho – Eu lembro dos títulos importantes que tivemos, da campanha de 2009, que evitamos aquele rebaixamento, final da Sul-Americana. Foram seis anos de clube, coisas boas aconteceram, então essas coisas marcaram bastante.

NF – Acredita que viveu a melhor fase de sua carreira no Fluminense?

D – Acredito que foi no Fluminense pelas conquistas, título… também tive boa passagem pelo Botafogo, mas acredito o Fluminense foi o auge da minha carreira.

NF – Você lembra quantos gols você marcou ao todo pelo Flu?

D – Se eu não me engano, foram quatro.

NF – Lembra que dois deles foi justamente numa final de Sul-Americana, diante da LDU, no Maracanã? 

D – Lembro sim. Foi um dificuldade enfrentá-los na altitude e ter de reverter o placar numa diferença considerável. Lembro da torcida nos recepcionando mesmo antes de entrar no Maracanã, acompanhando o ônibus. Foi importante ter contribuindo, embora aquele ano tenha sido bem complicado para nós, porque estávamos na zona de rebaixamento e precisávamos desligar o botão do brasileiro para disputar a Sul-Americana. Depois, ficamos conhecidos como Time de Guerreiros e isso nos fortaleceu ainda mais.

NF – Você ficou marcado muito tempo como um dos principais alvos da torcida do Fluminense. Houve um ocasião, inclusive, que invadiram o gramado das Laranjeiras para te agredir. Ficou alguma mágoa? 

D – Não existe mágoa, até porque isso foi a minoria. E às vezes é coisa da oposição. De repente eu estava no momento errado, passando no meio da confusão e acabou sobrando pra mim. Não tenho mágoa, não, porque não me atingiu. Eu fui mais vitorioso do que perdedor do Fluminense e a grande maioria dos torcedores sabe do grande trabalho que eu fiz. Tem um ou dois que vai pra tentar aparecer apenas.

NF – Muitos jogadores acabam ficando estigmatizados por conta de algumas situações. Era comum, por exemplo, algumas pessoas brincarem ou te criticarem como um jogador que frequentava à noite. No teu caso, “Diguinho da Baronetti”, uma boate conhecida do Rio. Como você via essa situação?

D – Essa questão aí é uma parada que não deveria brincar. Fiquei conhecido assim por uma ocasião em que eu estava presente, rolou uma briga e faleceu um rapaz. Depois, eu parei de frequentar a Baronett, porque algumas pessoas as vezes falavam pelo lado bem, mas outras pelo lado ruim.

NF – Você saiu do Fluminense, mas existe uma briga na Justiça com o clube. Como está essa situação atualmente?

D – Na verdade, a gente está cobrando atrasos salariais, direitos, mas já está tudo encaminhado.

NF – Mas já houve acordo com o Fluminense? 

D – Não, ainda não.

NF – Você tem acompanhado o Fluminense hoje em dia?

D – Acompanho sim. Tenho alguns amigos lá ainda, foram seis anos. É um clube que ficou marcado no meu coração, a gente acaba torcendo, mesmo eu tenho passado por Botafogo e Vasco. Fico torcendo de longe, mas fico torcendo.

NF – Qual é a sua opinião sobre o estilo que Fernando Diniz tenta implementar, atualmente, no Fluminense? 

D – Eu sou fã do estilo dele. Não tive oportunidade de trabalhar com ele, nem com treinadores que têm esse estilo. Gosto de estar com a posse da bola. Acho que ele está fazendo um grande trabalho pelas circunstâncias que  Fluminense se encontra. Espero que outros treinadores utilizem esse método aí, estar sempre com a bola, propor o jogo.

NF – Você se adaptaria bem a esse estilo de jogo atuando como primeiro volante?

D – Sem dúvidas. Tive a oportunidade de jogar contra ele e a gente tinha um dificuldade enorme. Como eu falei, é uma maneira que eu gostaria de jogar e poder trabalhar, por isso acho que me adaptaria.

NF – O que achou da contratação do Paulo Henrique Ganso? Você que jogou ao lado de muitas estrelas na época da Unimed, qual é a importância de ter um atleta referência num elenco como o do Fluminense?

D – Ajuda muito. O Ganso é conhecido mundialmente. Que ele possa ficar em forma, se adapte, porque ninguém pode criticar a qualidade que ele tem. Ele deve se adaptar nesse estilo de jogo, tem tudo para dar certo.

NF – Qual é a sua opinião sobre a dupla de volantes titular do Fluminense, Bruno Silva e Airton?

D – Tenho só que elogiar. Se eles estão lá, é porque têm condições. São jogadores conhecidos, o Airton teve passagem por grandes clubes, até mesmo fora do Brasil. O Bruno Silva tem muita qualidade e tenho certeza que têm tudo para dar certo nesse ano.

NF – Qual o recado que você gostaria de mandar para o torcedor do Fluminense?

D – Só tenho agradecer a todos pelo apoio, incentivo. Às vezes a gente recebe mensagens no Instagram e outras redes e ficamos felizes. Podem ter certeza que estarei torcendo, onde quer que eu esteja, pelo Fluminense.