Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C
Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C

Os livros escritos e o jeito didático de explicar não faz de Ricardo Drubscky, necessariamente, um treinador teórico. O comandante do Fluminense refuta o que considera um preconceito contra profissionais que não foram ex-jogadores e explica sua maneira de trabalhar.

– Eu não sou teórico. Geralmente a mídia usa isso como chavão para poder diferenciar o ex-atleta daquele que não foi atleta. Então, teórico é o que não foi atleta e o prático, ex-atleta. O treinador é um profissional que requer algumas competências. Pra um treinador inteligente, sendo ex-atleta ou não, usa da teoria e da prática para desempenhar sua função. Um treinador, como qualquer profissional, que não abre um livro para poder buscar conhecimento a respeito de sua área de trabalho está deixando coisas para trás. Sou um treinador prático. Minhas decisões são feitas na prática. Você lê o que estou fazendo, as minhas escolhas, meus treinamentos, escalações, sistemas que uso. Utilizo da teoria para qualificar minha prática. Então sempre faço essa troca, esse exercício. Tenho um livro, que está na sua segunda edição, que é reflexo daquilo que faço na prática. Tudo o que escrevi naquele livro é reflexo do que fiz na prática. A linguagem, lógico, é mais didática, instrutiva. A linguagem que a gente usa em vestiário é mais coloquial. Uma coisa eu digo sempre: tudo o que está no meu livro eu uso na prática – argumentou.


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