Abad defendeu Peter Siemsen pela negociação de Fred, mas não enxerga impeditivo para eventual retorno e despedida no Flu (Foto: Mailson Santana/FFC)

Pedro Abad, Eurico Miranda, Eduardo Bandeira de Mello e Carlos Eduardo Pereira, presidentes de Fluminense, Vasco, Flamengo e Botafogo, respectivamente, participaram da audiência pública da Alerj, na tarde desta quinta-feira, para debater o futuro do Maracanã. Na pauta a possibilidade da realização ou não de uma nova licitação. Veja a opinião de cada um dos mandatários sobre o assunto!

Pedro Abad – Fluminense:

“Hoje há relação conflituosa. Hoje há um interessado em operar. Isso dá segurança ao governo do Estado. O Estado tem de cobrar a execução do contrato. A GL e a Lagardère querem cumprir o contrato. Isso dá mais certeza de que a não realização de nova licitação é a posição mais confortável aos clubes. Escuto argumentos sobre vícios da licitação. Eu só enxergo que o governo está confortável em decidir à medida que há interessados em operação. Hoje a gente tem uma empresa que não tem interesse e só o faz por decisão judicial. O Fluminense não quer defender as suas vantagens. Temos de defender equipamento de R$ 1,5 bilhão tem de continuar com a sua vocação.”

Eduardo Bandeira de Mello – Flamengo:

“O Maracanã é importante ao Flamengo, mas o Flamengo é muito importante ao estádio. Sempre colocamos que a nova licitação é a melhor opção, dá transparência e dá segurança jurídica. É a única solução que respeita os contribuintes. O TCE considerou que os termos do edital não eram bons para a coisa pública. O Flamengo pode ajudar a nova licitação. Se for perpetuada a transferência da Odebrecht, o que é um absurdo, o Flamengo estará fora. O Maracana ficará na nossa memória. Não jogaremos mais lá com a Lagardère.”

Eurico Miranda – Vasco:

“O Maracanã não pode ser dado a um clube. Os quatro clubes têm que ter tratamento isonômico. A administração tem de ser dada aos quatro. Se o Estado quer fazer nova licitação, que o faça. Mas que coloque uma cláusula pétrea: que o tratamento aos quatro grandes seja isonômico. Eu tenho estádio, mas se quiser usar o Maracanã não posso ter de me sujeitar às regras de um clube.”

Carlos Eduardo Pereira – Botafogo:

“A posição do Botafogo é de que, antes de tudo, desarmemos os espíritos. Temos de fazer um estudo técnico. Tem de ter posição adequada aos quatro grandes, mas também quanto ao dinheiro público. O Botafogo quer que todos os quatro tenham acesso ao Maracanã. Assim como todos têm ao Nilton Santos. O Flamengo é o único que não o tem pois o relacionamento entre as direções não teve ética. O Botafogo não pede ajuda a ninguém para arcar com os custos do Nilton Santos”.