Diário oficial tem convocação para audiência pública no próximo dia 27 (Foto: Twitter oficial do maracanã)

Nos próximos dias, o Governo do Rio de Janeiro deverá lançar o edital de concessão do Maracanã, atualmente gerido por Fluminense e Flamengo por intermédio de permissão de uso. E uma coisa é certa. O Vasco também quer entrar o páreo, conforme afirma o vice-presidente do clube, Carlos Roberto Osório.

O dirigente cruz-maltino entende que o ideal seria um entendimento entre todos os clubes do Rio de Janeiro pela gestão do estádio, mas o Botafogo, por já ter a concessão do Engenhão, não tem interesse. Fluminense e Flamengo querem seguir com o local.

— Achamos que tem que ter um entendimento entre os quatro clubes. O Maracanã é do povo do Rio — afirma Osório, que, entretanto, não descartou a possibilidade de o cruz-maltino fazer uma proposta sozinho, caso os demais não concordem com uma administração conjunta: — Nossa prioridade é o entendimento de todos os públicos, mas não descartamos fazer uma parceria com uma empresa do setor privado caso não haja acordo entre os clubes.

No caso específico do Vasco, a ideia é seguir com São Januário para boa parte dos jogos na temporada e utilizar o Maracanã unicamente nas partidas com maior apelo e potencial de grandes públicos. Uma exigência da concessão é 70 partidas por ano como mandante, até por isso a necessidade maior de um entendimento entre as agremiações.

— Não temos como ter clubes cariocas mandando jogos em Brasília — explicou recentemente o secretário da Casa Civil Nicola Miccione:

— Contamos com a volta do público aos estádios no ano que vem, assim que as condições sanitárias permitirem, e apostamos no impacto econômico que cada jogo traz à economia fluminense. Por isso, o novo edital de concessão estabelecerá o número mínimo, por ano, de 70 jogos com mando de campo dos clubes que assumirem a gestão. Com menos jogos do que isso, a operação do estádio se torna deficitária, nossos estudos internos comprovam isso. O local não pode ser licitado a quem não pode dar uma garantia mínima de partidas.