Yasmin teve camisa e boné roubados por integrantes de Organizada do Flamengo

Uma torcedora do Flamengo e outra do Fluminense sentiram na pele a violência que assola a cidade do Rio de Janeiro. Na saída do Engenhão, após o clássico entre os time na última quinta-feira, Uma foi cercada por torcedores rivais e ameaçada. Outra acabou assaltada por adversários durante a volta para casa.

Rayza Veneziane sentiu na pele a falta de educação e intolerância de alguns torcedores. Após ver seu time ser eliminado pelo Fluminense, ela deixou o Nilton Santos para se encontrar com o noivo Maicon, de 21 anos e torcedor tricolor. No caminho, porém…

– Fui no estádio com meu noivo e um amigo. Ficamos em lados opostos no estádio, como sempre fazemos. No fim, fui encontrar com ele, mas teve confusão assim que desci a rampa. Fiquei esperando passar para me encontrar com ele.  Quando tudo parecia estar tranquilo, fui caminhando, mas acabei cercada por vários torcedores. Devia ter mais de dez, sendo algumas mulheres. Começaram a me xingar de tudo que é jeito. Não falaram nada do jogo, só me ofenderam. ‘Puta, piranha e vagabunda’. Falaram que eu merecia tudo de ruim, coisas desse nível. Baixaria. Foi muito chato. Se tivessem zoado meu time, o jogo, ok. Mas ficaram me xingando e não aceitei. Reagi e eles ficaram mais violentos. Achei que poderia apanhar. Aí seguranças do estádio e duas jornalistas me puxaram para dentro do estacionamento para me preservar até a chegada do meu noivo – contou a flamenguista.



Com Yasmin Paulino foi pior. A torcedora do Fluminense, no mesmo dia, além de ser cercada por torcedores rivais ela ainda foi roubada por membros de uma organizada do Flamengo. Após deixar o Nilton Santos, ela e amigos sofreram uma emboscada na Central do Brasil.

– Na saída da estação, ali perto do ponto rodoviário veio um grupo de flamenguistas. Um deles veio pedindo meu casaco e mandou eu ir andando logo. Na hora que fui tirar meu casaco da cintura veio outro puxando meu boné grená. Aí já era. Fechou um grupo em cima de mim puxando minha camisa que estava no corpo. Um deles disse que se eu não tirasse a camisa eu ia apanhar. Foi nessa hora que veio uns meninos da Raça Fla, de São Gonçalo, e me defenderam, para eu não apanhar. Me deixaram apenas com short, tênis e top no meio da rua, levaram tudo mesmo. Documentos, cartão do banco, cartão do sócio-torcedor. O grupo que me defendeu ainda falou que ‘era por isso que não gostava de andar com a Jovem Fla’. Nem uma organizada concorda com o que a outra fez – revelou Yasmin