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Zubeldía revela “segredo” para jogar na altitude e faz alerta antes de Bolívar x Fluminense

Bruno Loreto

Tricolor volta a campo no meio de semana pela Libertadores

Duelo nas alturas

O Fluminense vira a chave após a vitória por 2 a 1 diante da Chapecoense, no domingo (26), pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, e foca em seu próximo compromisso.

Na quinta-feira (30), às 19h (de Brasília) o Tricolor encara o Bolívar, em La Paz, na Bolívia, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. O duelo, que vai ser disputado a mais de 3.500m de altitude, é decisivo para as pretensões do Clube.

Após duas rodadas, o Flu está na terceira posição do Grupo C, com apenas um ponto. A liderança é do Independiente Rivadavia, com seis, seguido pelo La Guaira, com dois. O Bolívar está em último, também com um ponto.

Fluminense
FOTO: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

Segredo

Após a partida contra a Chapecoense, o técnico Luis Zubeldía projetou o confronto do Fluminense com o Bolívar. O comandante argentino alertou que a altitude sempre será sentida, mas apontou o “segredo” para o time enfrentar as dificuldades impostas.

– É um contexto diferente. Vamos tratar de nos adaptar com o que melhor possamos. Há situações importantes na altitude. Não tive oportunidade de dirigir equipes a 3.600m, mas em lugares como contra LDU, a 2.800m. Há sempre algumas dicas, como controlar a bola, não correr mais do que a conta, os chutes ao gol de meia distâncias, há situações para que se sinta um pouco menos, mas a altitude sempre se sente. O segredo é conviver com essa situação.

– Aqui já experimentei partidas na altitude, há certamente uma memória fisiológica. Isso escutei uma vez de um professor que dirigiu o Boca, que falava sobre memória fisiológica dos jogadores que estão acostumados com a altitude, que podem estar em equipes distantes, mas que habitualmente sobem à altitude têm essa memória. Como, por exemplo, um jogador equatoriano que está jogando na Europa e vem a Quito nas Eliminatórias. Ele, por mais que esteja jogando longe, tem a memória fisiológica, que basicamente tem a ver com já ter experimentado. Claro que vai sentir a altitude, mas o importante é ter tido essa experiência para não agravar a situação e conviver da melhor maneira. Partindo dessa premissa, tomara que façamos um bom jogo lá, sabendo das dificuldades.

Bruno Nunes Loreto é jornalista formado em 2018 pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Trabalha como redator desde 2016, passando por sites como Torcedores, 90min, Bolavip e Antenados no Futebol. Exerce a função de repórter no NETFLU.

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