Peter Siemsen reclamou do tratamento recebido junto à Procuradoria da Fazenda (Foto: Photocamera)
Peter Siemsen reclamou do tratamento recebido junto à Procuradoria da Fazenda (Foto: Photocamera)

Peter Siemsen segue irritado envolvendo a situação das penhoras fiscais por parte da Procuradoria Geral da Fazenda. O presidente do Fluminense, com certo desconforto, cita o acordo conseguido pelo rival Flamengo e pede isonomia na questão.

– É difícil falar do processo dos outros. Não gosto de ficar envolvendo o Flamengo ao nosso processo. O que queremos é o tratamento isonômico do estado. O Fluminense foi o primeiro clube a ter ideia de ir lá e falar que quer pagar. Eles queriam garantias. Convencer a TV Globo a me dar garantias de penhora fiscal é uma novidade. Não foi uma tarefa fácil. Fui à Globo várias vezes e depois de quase 30 dias conseguimos a declaração assinada dando a garantia. Em paralelo, a Procuradoria continuou lutando para penhorar fontes de receitas do Fluminense. A gente entende, não tinha chegado num acordo, mas existem vários e-mails trocados, deles criticando, trocando ideias, tudo num caminho positivo. Mas depois deste tempo que levamos para conseguir a garantia, falaram que estávamos “empurrando com a barriga” a questão. Eles entenderam que era melhor continuar a disputa judicial – comentou.

 
 
 

Peter vai além e cita as dificuldades enfrentadas pelo Fluminense por conta desses problemas e lembra que o rival conseguiu parcelar sua dívida, mesmo sendo maior que a tricolor

– Em 2013 não conseguimos arcar com o tributo corrente. Em março, a gente se depara do acordo com o Flamengo dentro da secretaria. Não soubemos publicamente, vimos o acordo na mesa. A partir daí, abriu-se nova ação com a Procuradoria. Já temos R$ 11 milhões penhorados. A gente tinha garantia 100%  da Globo, R$ 11 milhões penhorados e mais de R$ 1 milhão por mês. Falamos de uma coisa pequena, que nem chega perto da dívida do Flamengo ou do Vasco. A dívida já era de R$ 20 milhões, a garantia da Globo até 2018 e mais de R$ 1 milhão. Em 2015 eu teria quitado tudo – garante.