(Foto: Agência Photocamera)

Com a proximidade da despedida do centroavante Fred dos gramados, que acontecerá no próximo sábado, no Maracanã, o próprio camisa 9 externou seu desejo em fazer um jogo comemorativo entre o time do Fluminense de 2009, da arrancada no Brasileirão, e o de 2012, tetracampeão brasileiro.

Em entrevista exclusiva ao NETFLU, o atacante Wellington Nem, que fez parte do elenco de 2012, projetou esse possível duelo e não ficou em cima do muro. Ele falou ainda sobre a importância de Fred para sua carreira, sua relação com a torcida tricolor e o momento da equipe comandada por Fernando Diniz.

 
 
 

Confira, na íntegra, a entrevista:

NF: Qual foi a importância do Fred pra sua carreira?

WN: Ele foi o cara que sempre cobrou pra eu poder me dedicar, treinar sério, para que as coisas fossem mais fáceis no jogo. Passava total confiança pra mim dentro de campo e para todos os outros companheiros de time.

NF: O que foi mais marcante naquele título brasileiro de 2012?

WN: O nosso grupo era muito unido. Todo mundo era amigo, se entendia. As pessoas sabiam o que fazer dentro de campo. Todo mundo se dedicava pelo outro, por isso a campanha foi incrível. A gente sabendo que iria ganhar os jogos. Era muito difícil a gente perder.

NF: Qual time venceria? O da arrancada, em 2009 ou o campeão brasileiro de 2012, pegando gancho no que o Fred disse sobre realizar um amistoso no Maracanã?

WN: Verdade, ele comentou sobre um amistoso do time de 2009 x 2012 no Maracanã. Mas acho que não ia dar para o de 2009, não. Não tinha como ganhar da gente. Era muito jogador bom por metro quadrado (risos).

NF: Acha que o Fred consegue chegar ao gol 200 pelo Fluminense no último jogo dele (falta apenas um)?

WN: Acredito que sim. Se tiver meia chance, com certeza ele vai fazer. São poucas pessoas que finalizam como ele finaliza. Ele só precisa de meia oportunidade, vai fazer o gol. Eu vou estar na torcida para isso acontecer. Eu estava assistindo o último jogo contra o Corinthians e comemorei como se estivessem em campo. E farei o mesmo se ele fizer gol contra o Ceará. Vou tentar arrumar um ingresso para ver a despedida dele.

NF: Você ainda acompanha o Fluminense?

WN: Acompanho todos os jogos que consigo, sou tricolor. Meu pai, minha mãe, meu filho são tricolores. Eu tenho contato com alguns profissionais, como o fisioterapeuta, o preparador físico do sub-23. Não consigo me desvincular do clube.

NF: O que você lembra da época em que defendia o clube quando o Diniz era o treinador?

WN: Joguei pouco com o Fernando Diniz, uns três ou quatro jogos. Depois que ele saiu, naquela primeira vez, eu não tive mais oportunidades. Não pude aprender com ele, infelizmente.

NF: E o que você vê e diferença entre a 1ª e a 2ª passagem do Diniz?

WN: O Fluminense está jogando um futebol que dá gosto de ver. O Diniz está trabalhando a defesa bastante, diferente agora. Não está sofrendo gols como sofria na primeira passagem. Fazendo um grande trabalho em todos os setores, mostrando que evoluiu bastante.

NF: Ainda se imagina vestindo a camisa do Fluminense?

WN: Tenho vontade sim. Seria ótimo se pudesse um dia voltar ao Fluminense, vestir a camisa, ter mais oportunidade, diferente do que aconteceu da última vez. Queria ter uma nova chance e ter tempo para trabalhar e jogar.

NF: Relação com a torcida?

WN: Acho que a minha relação com a torcida do Fluminense é ótima. Quando pude vestir a camisa do Fluminense, dei meu máximo, consegui títulos. E isso é importante. São poucos que sobem da base e conseguem ser campeões. Todos os tricolores me pedem pra voltar quando eu saio na rua. Me agradecem pelo título brasileiro. Fico muito feliz.