Foto: Edgard Maciel

Intitulada “Associação Nacional Tricolor de Coração”, esta ala oposicionista do Fluminense, alega que apenas uma maquiagem nas contas permitiu que o clube fechasse o ano passado com um superávit de R$ 8 milhões, mas, na realidade, os números indicam um déficit de R$ 72 milhões. Em função desta “maquiagem”, o grupo promete fazer barulho na noite desta quinta-feira, na votação das contas do último ano da gestão Peter Siemsen.

A maquiagem que a ANTC descreve se dá pela turbinada graças aos recebimentos futuros referentes ao contrato com a Rede Globo. Estes conselheiros entendem que a inclusão das receitas de televisão (cujo contrato vigora a partir de 2019) fere as regras do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut).

Para os opositores, esta antecipação caracterizaria gestão temerária e poderia fazer com que o clube perdesse os benefícios da medida. A lei veda “antecipar ou comprometer receitas referentes a períodos posteriores ao término da gestão ou do mandato”, mas abre uma brecha para um “percentual de até 30% das receitas referentes ao primeiro ano do mandato subsequente e “em substituição a passivos onerosos, desde que implique redução do nível de endividamento”.

Este grupo defende ainda que a contabilidade “real” do Fluminense apontaria para um déficit anual acima de 20% da receita bruta apurada, o que também representaria gestão temerária aos olhos do Profut.

De acordo com o Uol, a atual diretoria tricolor está segura que o clube não ultrapassou o teto estipulado e que não há risco algum em relação à manutenção no Profut. À época da assinatura, Pedro Abad, atual mandatário, presidia o Conselho Fiscal tricolor. Ele foi o escolhido por Peter Siemsen e seu grupo político, a Flusócio, para ser o candidato na eleição de novembro passado. Sua campanha foi toda voltada para a continuidade do legado deixado por Peter.

São 300 conselheiros com direito a voto. Para que Siemsen tenha suas contas aprovadas, basta que a maioria simples vote a favor. O Conselho Fiscal já se mostrou favorável ao sinal verde. Confira o documento do ANTC: