O presidente do Fluminense, Pedro Abad, herdou uma série de dívidas contraídas da administração Peter Siemsen, seu principal cabo eleitoral em 2016. Entretanto, também poderá assumir débitos milionários já nesta administração devido a processos movidos por ex-jogadores.

Somando os valores que atletas como Henrique, Marquinho e Gustavo Scarpa cobram na Justiça, além do processo movido por um investidor na negociação de Gerson e o calote dado na Udinese (ITA) pela contratação de Marquinho, o Flu poderá perder mais de R$ 30 milhões.

Atuando por Corinthians e Palmeiras respectivamente, Henrique e Scarpa reivindicam, cada, cerca de R$ 9 milhões na Justiça por falta de pagamento como salário, FGTS e férias. Marquinho não quis processar o Fluminense. Entrou em acordo e não se tem informações de valores. Mas o próprio jogador admitiu que se continuasse no clube receberia, basicamente, as mesmas cifras.


Ainda sobre Marquinho, a Udinese (ITA), seu ex-clube, acionou a Fifa para receber R$ 5,2 milhões pela venda do apoiador ao Fluminense. O Tricolor tem até o dia 31 deste mês para quitar o débito.

Quanto a Gerson, um grupo de investidores sediado em Luxemburgo, pequeno país europeu, cobra R$ 4,9 milhões por atrasos em repasses da venda do atleta à Roma (ITA). Veja abaixo caso a caso:

GUSTAVO SCARPA – Além dos atrasados, Scarpa cobra uma cláusula compensatória correspondente a os salários referentes até o fim do contrato, em 25/09/2020, além de outras verbas rescisórias e honorários. O valor da causa solicitado pelo processo é de R$ 9,2 milhões a serem pagos pelo clube ao atleta.

HENRIQUE – Na ação movida no dia 9 de janeiro, o zagueiro reclama o pagamento das férias e 13º de 2016, salário de novembro de 2017, férias e 13º de 2017 e premiação pela conquista da Primeira Liga, além do atraso nos depósitos fundiários do FGTS. O valor total cobrado por Henrique ultrapassa os R$ 9,1 milhões.

MARQUINHO –  O valor cobrado pela Udinese, corrigido por juros, é de 1,3 milhão de euros (R$ 5,2 milhões, na cotação atual). A Fifa, então, após analisar o pedido, determinou que o pagamento seja feito até o dia 31 de março. Caso o Tricolor não respeite o prazo, a entidade avaliará que tipo de sanção aplicará. O Fluminense ainda não desistiu de conseguir um acordo.

GERSON – O Tricolor vendeu o meia à Roma e acertou o repasse de 12,5% comprados pelo grupo europeu MPI S.à r.l. em quatro parcelas, das quais três venceram, elevando a dívida (por multas e juros) em R$ 570 mil.  O Flu antecipou a quantia a ser paga pela Roma, mas mesmo com o dinheiro da venda, não repassou a parte de quem tinha direito. A empresa cobra R$ 4,9 milhões.