Há dez anos, o Fluminense saía da fila de títulos nacionais e conquistava a Copa do Brasil. O time de Roger, Thiago Silva, Carlos Alberto, Adriano Magrão e companhia derrotou o Figueirense na final e uma década depois, uma nova equipe estreia na competição com roteiro semelhante àquela campanha.

Na temporada anterior ao título, o Flu havia decepcionado no Brasileirão, no qual terminou desacreditado, na 15ª posição. A equipe foi reformulada e jovens da base ganharam chance: nomes como Thiago Silva e Arouca, ainda meninos de 22 e 20 anos, cresceram durante a campanha vitoriosa. Na equipe atual, por exemplo, Scarpa (23) e Douglas (20) são peças-chave no esquema de Abel Braga.

As semelhanças não param por aí. Assim como os equatorianos Sornoza e Orejuela, dois jogadores importantes chegaram como promessas no início daquela temporada. Os meias Cícero e Thiago Neves assinaram com o Tricolor após boas passagens por Figueirense e Paraná, respectivamente, e foram fundamentais na conquista. Dos quatro citados acima, três vestiram a camisa pela primeira vez com 22 anos de idade – Orejuela estreou com 23.

Com menos brilho, Wellington tem trajetória similar a de Carlos Alberto. Os dois surgiram como joia e foram vendidos para Europa antes de 20 anos completos. Anos depois, aos 23, voltaram ao Fluminense na tentativa de retomar a carreira onde se formaram como profissional.