Diário oficial tem convocação para audiência pública no próximo dia 27 (Foto: Twitter oficial do maracanã)

O clima está esquentando nos bastidores do futebol brasileiro. Uma divergência sobre a questão da volta do público aos estádios em maio à pandemia do novo coronavírus pode até causar interrupções no Brasileirão. Em reunião, a CBF e 19 clubes decidiram nesta quarta-feira seguir com portões fechados na competição. O único contrário é o Flamengo, que, inclusive, conseguiu liminar no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para ter torcida em caso de liberação das autoridades locais (o que ocorreu com a Prefeitura do Rio de Janeiro).

Agora, todos tentarão derrubar a liminar que dá ao Flamengo o direito de jogar com público. Há ainda uma decisão sobre suspender uma rodada inteira do Brasileiro caso algum clube atue com torcida no estádio munido de liminar. Uma nova reunião para debater o tema foi marcada para o dia 18 de setembro.

Num momento que se fala em liga dos clubes, a postura rubro-negra causa enorme desconforto entre os dirigentes. No grupo de WhatsApp, o presidente do Fla, Rodolfo Landim, compartilhou nota oficial da sua agremiação avisando que não iria a reunião por entender que tal decisão cabe às autoridades locais.

“É assim que se quer falar em Liga?”, “É com essa postura que se prega união dos clubes?” foram alguns dos comentários de outros presidentes.

Durante a reunião, o Flamengo foi alvo de mais críticas no mesmo sentido, de que a postura de “jogar sozinho” vai contra qualquer tentativa de criação de uma liga.

O Atlético-MG também conseguiu liminar recentemente no STJD para jogar com público caso tenha liberação em Belo Horizonte. Ainda assim, o clube informou que não a utilizará por entender que o melhor caminho é um entendimento coletivo.