(Foto: Nelson Perez - FFC)

Mais um capítulo, no mínimo, curioso nas Laranjeiras. Revelado pelas categorias de base do Fluminense, o zagueiro Ygor Nogueira foi emprestado no início desta temporada para o Figueirense, no intuito de diluir a dívida que o clube possui com os catarinenses, ainda em função da compra de Robinho. Ficou acordado que, além da liberação do atleta sem custos, o Tricolor assumiria o pagamento dos salários de forma integral, descontando o valor que não fora pago na transação do atacante. A surpresa veio com propostas do mercado europeu, que não puderam seguir adiante por conta de todo este imbróglio.

Em boa fase e titular absoluto da equipe de Santa Catarina, que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro, o jogador recebeu propostas de Portugal e da Turquia. Entretanto, em entrevista ao NETFLU, o agente do atleta, Carlos Henrique Brasil, explicou que os sulistas querem adquirir o jovem em definitivo.


– O Figueirense está se mobilizando para comprá-lo agora. Estamos com uma proposta de um time da Turquia e de Portugal, mas o Figueirense não quer deixá-lo ir embora porque o time está muito bem, pode subir para a primeira divisão. A ideia é manter o jogador, tanto que marquei uma reunião para tenta compor uma venda do Nogueira – disse.

O que difere essa situação das outras é que, mesmo tendo formado o atleta, estar pagando os salários integrais do defensor e sendo detentor da maior parte dos direitos do mesmo, o clube das Laranjeiras não poderia negociá-lo para a Europa, nem se quisesse. Isso porque a dívida envolvendo Robinho está vinculada ao acordo, o que tira a obrigação do Figueirense em liberar o jogador.

– Não é obrigado, porque a dívida com o Robinho está atrelada ao contrato. O Fluminense comprou o Robinho, daí tem de pagar o salário do Nogueira, evitando a dívida. Tem uns detalhes que não tem como liberar o jogador neste momento e fica impossível fazer essa negociação – concluiu o empresário.

Procurado pelo site número 1 da torcida tricolor para responder a respeito desta situação, a Fluminense disse, por intermédio de sua assessoria, que não lhe foi repassada nenhuma proposta estrangeira pelo zagueiro. As questões envolvendo a dívida e salários não foram respondidas pelo clube carioca.

Importante lembrar ainda que, por conta dessa mesma dívida envolvendo Robinho, a cúpula tricolor não conseguiu contratar, na parada para a Copa do Mundo, o atacante Henan, que pertence ao Figueirense e estava no banco de reservas da equipe.

Emprestado pelo Fluminense ao América-MG, sem conseguir emplacar grandes atuações, Robinho, portanto, segue dando “dor de cabeça” à instituição, mesmo que de forma indireta. Comprado por 2 milhões de euros no ano passado (cerca de R$ 7 milhões na cotação daquela época), o atacante chegou a equipe verde, branca e grená para suprir o espaço deixado por Richarlison, vendido para o Watford (ING). O valor pago, no entanto, foi motivo de discórdia pelo departamento de futebol na época, já que o diretor de futebol Alexandre Torres e o técnico Abel Braga entendiam que a prioridade deveria ser pôr os salários do elenco em dia.