Dodô afirma não ter problemas com Renato, chateação foi quando esteve na reserva do Fluminense (Foto: Pedro Kirilos - Photocamera)

Uma ferida aberta para todos os tricolores foi a derrota para a LDU (EQU) na final da Libertadores de 2008. Quem até hoje se incomoda quando lembra disso é Dodô, ex-atacante que estava naquele time do Fluminense.

Em entrevista ao Charla Podcast, o ex-jogador admite que ficou chateado com o então técnico Renato Gaúcho por mantê-lo na reserva na decisão, mesmo depois dele ter sido determinante para a classificação na semifinal contra o Boca Juniors (ARG).


— Ele botava o Cícero pra jogar e me tirava. Eu não tava feliz com o Renato. Minha questão com o Renato, que eu fiquei p… foi depois do jogo com o Boca. Até aí não, tinha levado uma porrada na cabeça num jogo do Carioca. Contra o São Paulo (nas quartas de final) não era pra eu ser titular mesmo. Fiz até gol naquele jogo (na volta, no Maracanã, vencida por 3 a 1 pelo Fluminense) e fomos pra semifinal. Depois lá com o Boca, entrei no Maracanã, joguei pra caraca, a gente perdendo, viramos. Foi um dos melhores jogos que fiz na carreira. Aí era hora de eu jogar. E na final ele não me colocou. Joguei três minutos no primeiro jogo. E só entrei no segundo tempo na volta. Porque ele queria jogar com o Cícero, que é um ótimo jogador. Eu entrei só no segundo tempo. A gente tendo que ganhar na volta, eu tinha que jogar. Me mandaram depois do jogo do Boca pra entrevista. Eu falei que tinha que jogar – disse, continuando:

— Mas o convívio com o Renato é top. Todo jogador gosta dele. Não à toa, ele é cobiçado até para seleção. Mas se eu tenho um jogador que faz o que eu fiz contra o Boca, eu chamo ele e falo que vai ser ele que vai me fazer ser campeão. Entrei no segundo tempo da final aqui no Maracanã. Ia bater o último pênalti. Todo mundo ali batia pênalti e definimos como seria a sequência. Eu ia bater o último ou o primeiro. Talvez se eu bato o primeiro podia perder também. A resenha com o Renato é essa. Claro que eu tava puto. Queria jogar, caraca. Mas sempre fui muito consciente. Quando estou mal, fico quieto. Mas quando está bem, tem que jogar. Isso é o básico. Eu não briguei com o Renato, é meu parceiro. Depois quando ele foi pro Bahia me chamou, mas eu estava suspenso (por doping ainda da época do Botafogo).