Quando o jogador símbolo da regularidade, o volante Douglas, deixa o campo ainda no intervalo como pior em campo e, sobretudo, depois de ter distribuído meia dúzia de pontapés, não há como esperar uma boa jornada do Fluminense. A derrota em Brasília para o líder Palmeiras foi sentida duas vezes pelos tricolores – pela oportunidade perdida de dar uma bela encostada na frente e pelo fato de o time ter atuado sob injustificável destempero.

Verdade que, como a coluna imaginou, ter jogado em Brasília criou uma atmosfera desfavorável aos tricolores e das mais acolhedoras aos jogadores do Palmeiras, já que sua torcida era maioria esmagadora no Mané Garrincha. Mas nem isso seria motivo para que Flu iniciasse tão descontrolado, tão fora do eixo, tentando conter com faltas as iniciativas de ataque do time de Cuca, que não tardou a marcar, com colaboração de Diego Cavalieri, que caçou borboletas ao sair em falso no primeiro gol, marcado por Dudu.

 
 
 

O futebol não deu as caras e ninguém se salvou no Flu. Regressos de suspensões, Cícero e Marcos Júnior ficaram na roda e Gustavo Scarpa, não fosse por uma falta batida no segundo tempo, nem teria sido notado em campo. No ataque, Wellington, que perdeu gol feito, foi no máximo esforçado e Henrique Dourado, que havia balançado a rede nos últimos dois domingos, desta vez sequer foi municiado.

Sobrou para o argentino Aquino, que, ainda no intervalo, estreou no fogo, quando o time já perdia por 2 a 0, e, como Marquinho, não conseguiu fazer o time evoluir, apesar da sensível melhora no segundo tempo.

O Fluminense estaciona nos 31, mas vê a diferença para o quarto colocado se manter em seis pontos, o que é ótimo, já que cumprirá o jogo que tem a menos no próximo fim de semana.

Apenas a briga pelo título ficou mais difícil, embora, depois de ano tão conturbado por fatores diversos, terminar com o título da Primeira Liga e uma vaga na Libertadores – via Brasileirão ou Copa do Brasil, pela qual joga nesta quarta, contra o Corinthians – talvez já seja algo bem além do que a turma do Laranjal projetou para 2016.

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