Em 4 de novembro se comemora o Dia da Favela. Uma data que simboliza mais de 17 milhões de brasileiros que vivem em comunidades carentes. Lugar onde o Fluminense já está inserido há muito tempo e precisa continuar. Não por oportunismo, mas por essência. Nasceu sim, de uma antiquada aristocracia em 1902 mas que, ao longo dos últimos anos, o seu povo se identificou com as três cores que traduzem tradição.

De Oscar Cox a Cartola, do asfalto para o morro, do samba, Guerreiros Tricolores, pretos, brancos, pobres, ricos, adultos, crianças, mulheres, homens, héteros, gays, lésbicas, time de todos. Nada importa, só o Fluminense.

Nos últimos anos, o Fluminense tem se colocado a favor da saúde, da ciência, contra o preconceito, mesmo que nem todos os atletas compactuem com isso. Mas é necessário muito mais!

Há uma demanda reprimida do povo. O clube que mais se popularizou nas camadas mais pobres desde a sua fundação, o Flamengo, elitizou a sua arquibancada. O plano de sócio-torcedor que tem prioridade na compra dos ingressos para os jogos, custa aproximadamente 300 reais. Quase um terço de um salário mínimo.

O Tricolor precisa popularizar a sua arquibancada. Como? Tornando o acesso ao estádio mais barato. Outro fator é um time competitivo, mais isso é assunto para outro texto ou nas nossas resenhas do nosso canal no Youtube.

Planos de sócio-torcedor com direito a ingresso mais baratos. E para quem não pode assinar, setores mais em conta. Reabre a geral, bilhete a “10 contos”. Professores e estudantes pagando meia, crianças, idosos e, sem a necessidade de ter que ir às Laranjeiras um dia antes pra resgatar ingresso. Isso não é acessibilidade. Ir ao jogo do Fluminense e de qualquer outro clube custa muito caro. 80 reais na entrada, ida e volta de busão, mais 10. Coca-cola e um biscoito Globo. Somados, mais de 100 reais por pessoa pra acompanhar uma partida apenas.

E as camisas? Que tal a Umbro com o clube começarem a desenvolver produtos mais baratos? Não precisa ir tão longe e ver que o Botafogo já vendeu camisas em torno de 100 reais, oficial. Ainda caro, mas mais acessível do que os pornográficos 259,90 pra cima. Bora competir com o mercado paralelo e faturar? Fatura e ainda alcança mais torcedores. E por que não sortear? O NETFLU sorteia camisas para os tricolores em TODOS os jogos. Pares de ingresso? Vez ou outra tem também. O rico – sim, é! – Fluminense pode muito mais. Está na hora de acabar aquela narrativa que vem de dentro de que apenas o sócio salva o Flu. O Tricolor é de todos! Do torcedor que paga o plano mais caro ao morador de rua que usa uma camisa que não é oficial. Aquele que “tuita” Fluminense nos dias de jogos e posta foto no instagram de dentro da comunidade.

Abrindo um parêntese, ou melhor, aspas pro MC Gorila, tricolor que representa muito a nossa camisa: “Nem todo favelado é flamenguista!” , respondeu ele, quando um entrevistador menciona que ele deveria ser torcedor do nosso rival.

Projetos sociais são outras vias para chegar no povo. Uma instituição centenária como o Fluminense, na minha visão, tem a obrigação de ser assistente, inclusivo, com responsabilidade social. Escolinhas de futebol pra tirar a molecada da rua, integração ao clube/CT. Pega os parceiros do Fluminense, presidente, e coloca nas comunidades pra ativar ações sociais.

O clube gasta rios de dinheiro com esportes olímpicos que sangram o clube. Reverte esse montante em projeto novos e já existentes que formará cidadãos e novos tricolores.

Ideias e demandas não faltam. Luta pela sociedade, Fluzão! O seu povo que vai te apoiar no Maraca será ainda maior.

TIME DE TODOS!