(Foto: Lucas Merçon - FFC)

É secular a prática de abrir textos com títulos que o resumam. Esse aí de cima resume bem. Mas eu poderia escolher alguns outros que serviriam para ilustrar esse Fluminense que vi apanhar que nem. Bife de pensão para o nanico Atlético Goianiense na noite da última quarta-feira:

“Com linha defensiva composta por perebas, Flu tenta sair tocando a bola e perde pro Atlético.

“Em clima de pelada beneficente, Yuri, Hudson e Araújo formam meio de campo dos Amigos do Marcão”.

“Nenê é novamente escalado na ponta e Fluminense passa um tempo inteiro sem chutar a gol”.

“Marcos Paulo volta a jogar onde não rende e tem atuação abaixo da crítica”.

Fred se arrasta em campo por 90 minutos e não consegue finalizar na partida”.

“Marcão demora a mexer, perde o meio e enche o Flu de atacantes”.

Podem escolher, tem mediocridade para todos os gostos, mas fico com a do Hudson porque ela representa tudo o que de estranho acontece no Fluminense.

Trata-se de um jogador cujo prestígio é um grande ponto de interrogação. Marca como um meia, ataca como um volante, é lento como um zagueiro e tem recursos com os pés como um goleiro. Ontem, protagonizou um dos lances mais bizarros que já vi num jogo do Fluminense quando, rigorosamente sozinho, se enrolou com a bola, jogando-a para escanteio.

E deve entrar na conta dele o primeiro gol do jogo, quando levou um corre do pereba goiano que sequer tomou conhecimento de sua marcação.

Mas não foi só ele. O Fluminense fez uma partida tenebrosa, nojenta, terrível. Um meio lento e sem qualidade, impraticável para transição e marcação mais dura.

Uma linha de defesa com zagueiros vulneráveis e laterais tecnicamente indigentes.

Um ataque incapaz de dar mínima velocidade, Nenê e Marcos Paulo pessimamente escalados onde não têm a menor condição de renderem.

Mais cedo vi o jogo do Santos. Uma garotada insinuante, treinada pelo Cuca, o mesmo treinador que nos deu a mais bela arrancada da nossa história, quando rompeu com os veteranos e apostou na molecada.

Que inveja.

Difícil não lembrar da quantidade de garotos nos sub qualquer coisa do Fluminense. Impossível não ficar sonhando com a soma de velocidade e tesão de jogar que têm os moleques.

Mas como barrar o Nenê, né? Como tirar o Fred pra botar um menino que fede a gol, se um dos maiores virtuoses de Xerém dos últimos anos, o Miguel, nunca entra nos jogos?

Ok. Não gozam de prestígio com o presidente, não o bajulam nas vitórias, não entoam Mário bitcoin pra lá e pra cá. Mas isso, considerando que o Fluminense é gigante, tem um peso pequenininho, né?

Aliás, por falar em presidente, e lembrando que ele não acredita em treinadores estrangeiros (é modinha, em sua opinião) e que tem tanta gente que acredita que é ele quem escala o time, fica uma sugestão: pra gente não perder a vaga mais fácil na libertadores de toda a história, lembre de 2009, você estava lá. Sabe o que fazer.

Mas, como escrevi lá em cima, num titulo imprestável pra resumir o patético momento do futebol desse time de veteranos, o Flu busca renovação com Hudson.

É complicado demais, esquisito demais, meus amigos.

Abraços Tricolores