Oi pessoal!


Sim, o Fluminense é sobrenatural.

Sim, o Fluminense transcende. Sua mística faz a ciência (mutável), a lógica (variável) e a matemática (imóvel) parecerem lojas de conveniência: que você só usa quando precisa rapidamente de algo.

Somos nós, seus 10 milhões de súditos, abençoados por uma tradição ‘Retumbante de Glórias’ tão inexplicável e transcendente quanto as pedras de Stonehenge.

Mais uma vez, nosso Tricolor foi maior que tudo e todos, se classificando com inédita vitória, como sempre em seus êxitos e
superações:”inexplicavelmente”.

Mais uma vez, sua mítica funcionou como mágica grega dentro do Templo de Apolo e ele sobreviveu na Sul-Americana ao processo de eutanásia da sua diretoria “assassina”, ao “Deus Pan” (Deus do pânico) que tomou a mente do nosso covarde treinador e dos limitados, mas espartanos, atletas.

Foi uma noite de quarta-feira que reencontramos o FLUMINENSE. Algo tão raro nesses últimos seis anos.

Na próxima semana, a peleja de ida, em Curitiba, contra o Atlético-PR,  vai pedir mais meio-campo preenchido.

Marcelo Oliveira não cederá. Vai “morrer” agarrado à prancheta de chip número 5-4-1 porque é mais fácil culpar um jogador que teve uma chance clara de gol e perdeu do que seus 900 defensores que não garantem defesa sólida, volume de jogo, criação de chances de gol.

Viram a nota que meu colega Rodrigo deu ao Matheus Alessandro pelo incrível gol perdido? 3,5. Por quê? Porque em quase 1 hora e 35 minutos de jogo, raramente esse time cria duas, três chances claras de gol numa partida.

Os atacantes precisam, além de marcar na defesa, ter perna e bola para 100% de aproveitamento na frente.

Atraindo o adversário que, “facim,facim”, chega à nossa grande área defensiva, sobrecarregada, não podendo falhar, ter iguais 100% de acerto, o que é impossível, contaremos com a mira ruim dos próximos adversários para o alívio dos 47 pontos e até, quem sabe, um título, que só acredito porque sou Fluminense.

Sim, torço para o clube tantas vezes campeão que transcende à lógica e ridiculariza a ciência.

É o Fluminense, o sobrenatural. “Booooo”.

E vençamos o Vasco! Precisamos alcançar os pontos necessários no Brasileiro logo! Nada de time reserva! Até aceito poupar os mais desgastados como Gum, Everaldo, Jadson e Luciano, mas time todo reserva, nem pensar!

Estamos só seis pontos do Z4, colados em times que vão buscar forças nessa reta final e que enfrentaremos. Um deles é o Vasco: é Clássico e nossa chance de aproveitar a confiança e alegria do elenco para vencer, respirar e afundar nosso “rival”.

E, depois, com essa escalação que agrava nossa limitação porque jogamos sem meio-campo, mesmo com esse cheio de volantes, mas o preenchendo, que Marcelo Oliveira abdicou totalmente, para minha tristeza, em Curitiba, pessoal, na pior das hipóteses, é marcar gol(s).

O resto é simples: o Fluminense é sobrenatural desde os “40 minutos antes do nada” (Nelson Rodrigues).

E ser Fluminense, nós, “não é ser melhor, mas ser certo. Não é vencer a qualquer preço mas vencer-se primeiro para ser vitorioso depois. É ter os olhos limpos sem despeito e claro como a esperança” (Artur da Távola).

Entendeu, Marcelo Oliveira?

Ser Fluminense não é ser flusócio. Então, MAIS CONFIANÇA, MENOS COVARDIA.

Vamos, Nense!

CONTAGEM REGRESSIVA:

1 ano e 59 dias para o fim da gestão Flusócio: mentirosa, fraudulenta e indigna ao FFC.

Toques rápidos

– Minha escalação para o clássico de acordo com as duas linhas de quatro do 4-4-2 que Marcelo Oliveira usou: Júlio Cesar, Igor Julião, Ibañez, Paulo Ricardo, A.Lucas (Marlon). Matheus Alessandro, Dodi, Airton e Calazans. Sornoza (Daniel) e Junior Dutra.

– O time vascaíno está um remendo. DEVEMOS aproveitar o momento e buscar a vitória.

– O jogo é no Rio. Que, ao menos, titulares fiquem no banco. A reta final não é para brincar num clube cuja mentalidade é flertar com o Z4 o ano todo.

Fraternalmente, ST.

Imagens: Lucas Merçon/Fluminense F.C