(Foto: Reprodução/FluTV)

Vivemos um momento no futebol em que os times se defendem cada vez melhor e com mais jogadores. Os posicionamentos e as transições defensivas são treinados à exaustão a fim de que não se dê praticamente nenhum espaço para que o oponente consiga criar situações de gol.

Tite percebeu isso. Jogou uma Copa do Mundo num 4-2-3-1, com Neymar e William abertos, Coutinho no centro e Jesus na frente.

E teve imensas dificuldades contra adversários muito fechados culminando numa eliminação em que seu time passou boa parte do tempo com a bola, criou situações, mas faltou contundência.

Tite, em entrevista recente, falou sobre esse quinto elemento ( no caso da seleção Renan Lodi):

“A gente precisava desse acréscimo. O Lodi pode oferecer isso pela esquerda. Com um externo ( termo incorporado do jogo de posição e aplicado na situação concreta) que vem pra dentro, dá espaço para o lateral ser este quinto jogador na linha ofensiva”

E qual a ideia por trás disso?

São duas, ou você cria um espaçamento numa defesa que vai abrir jogadores pra marcar esses extremos, ou você obriga a defesa a fechar o centro (que terá pelo menos 3 jogadores) e deixar esses extremos com apenas um marcador, o que facilitaria o drible e o cruzamento.

Amigos, não há segredo, estamos tratando da era da busca pela superioridade numérica em todas as fases do jogo.

É muito comum que treinadores busquem essa superioridade no momento defensivo. Não é mais suficiente.

Grandes times buscam isso também na fase ofensiva.

Aumentando a quantidade de gente na área e nas proximidades, a probabilidade de um cruzamento ou rebote cair no pé de um jogador seu é muito maior do que a do time q joga com dois caras abertos e um centroavante na área brigando com a zaga.

Evolução!

O Fluminense esse ano jogará um Brasileiro sem 3 dos 12 grandes.

O Fluminense jogará jogos em casa pela Libertadores contra times que irão se fechar muito.

O Fluminense será obrigado a atacar mais e melhor.

Essa fase do jogo (ofensiva), foi um ponto fraco da temporada passada e um acréscimo nesse quesito pode ser o divisor de águas na busca por um título.

O conceito de um quinto elemento, sendo aplicado na escalação que terminou o brasileiro ( por enquanto muitos testes do Roger nos impedem de saber os titulares), seria subir o Egídio pra afundar bem aberto na esquerda, porque bate muito bem na bola, centralizar mais Lucca e Fred, com a chegada do Nenê e do outro lado abrir o Luiz Henrique.

Linha de 5 na frente.

Por tras deles Martinelli, Yago e Calegari, como o lateral/meia, outro conceito de Tite na seleção e que inclusive levou à convocação do jovem Gabriel Menino pra função.

Calegari pode entrar nessa briga.

E Nino e Claro atrás.

Um ataque praticamente num 2-3-5 com os três do meio com velocidade e mobilidade pra encostar na frente, buscar segundas bolas e pressionar numa possível perda.

Isso, bem treinado, seria uma avalanche em cima dos caras.

E ainda temos John Kennedy, Gabriel Teixeira, Kayky, Metinho, Wallace, Jefté (outro com todas as características desse quinto elemento), Ganso, Samuel Xavier, Wellington (se precisar de um jogador mais fixo) e Yuri ( que poderia fazer zaga).

Não é verdade que o limite para o Fluminense é o resultado do brasileiro de 2020.

Dá pra fazer mais e melhor.

Boa sorte Roger!